Presidente do BC revela se Pix já pode ser integrado em sistema internacional

Presidente do BC revela se Pix já pode ser integrado em sistema internacional
Publicado em 07/02/2025 às 11:35
Foto: Pedro França/Agência Senado/Divulgação

Durante a Conferência Chapultepec, no México, realizada para debater o avanço da infraestrutura financeira na América, o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, explicou na última quinta-feira (6) que o Pix pode servir de base para a conexão de sistemas de pagamento instantâneo ao redor do globo.

“Hoje, a tecnologia não é mais um obstáculo para essa conexão”, declarou Galípolo, enfatizando que o Pix possui “o potencial de integração de pagamentos com sistemas instantâneos internacionais”. Ele ressaltou, no entanto, que para isso acontecer, “os países interessados precisam entrar em acordo” a fim de “estabelecer um campo de jogo com regras mínimas”.

“Cada país pode ter seu próprio sistema de pagamento rápido, e a tecnologia [criada] pode conectar diferentes sistemas de pagamento instantâneos de diferentes maneiras,” explicou Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, sobre a “facilitação” dessas transações financeiras.

O desenvolvimento do Pix não foi sem desafios, segundo o presidente do BC. Galípolo mencionou que “foram mais de 10 anos de resistência” até o lançamento em 2020.

“Para tirar o projeto do papel, o BC precisou entrar em campo,” disse ele, observando que o Banco Central atuou como “regulador de sistema de pagamento para forçar a participação de mais de 500 mil contas e instituições”.

A criação de uma base significativa de usuários foi essencial para o sucesso do Pix. “A criação de uma massa crítica de usuários foi crucial para o sucesso do Pix,” afirmou Galípolo. Ele também observou que “o Pix aumentou a competição no setor de pagamento brasileiro” e “também cobriu a demanda por uma opção de pagamento rápida, barata, fácil e segura.”

Mais de 50 países já possuem sistemas de pagamento instantâneo, como o MB Way em Portugal, o Bizum na Espanha, e o Zengin no Japão. Segundo um relatório da ACI Worldwide e GlobalData, o Brasil ocupa a 8ª posição em número de transações desse tipo globalmente.

Gabriel Galípolo não abordou questões de política monetária durante a conferência. Ele permanecerá fora do Brasil até o dia 8 de fevereiro para participar de eventos promovidos pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS).  Fonte: UOL / Direita online