Mauro Cid: Filipe G. Martins não viajou com Bolsonaro aos EUA

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal segunda-feira (14/07), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que Filipe G. Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, não embarcou no avião presidencial que levou o então presidente aos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022.

Mauro Cid: Filipe G. Martins não viajou com Bolsonaro aos EUA
Publicado em 15/07/2025 às 9:16

Em depoimento ao Supremo Tribunal Federal segunda-feira (14/07), o tenente-coronel Mauro Cid afirmou que Filipe G. Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, não embarcou no avião presidencial que levou o então presidente aos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022.

A suposta viagem de Martins era até então apontada como justificativa para sua prisão preventiva, sob o argumento de risco de fuga — motivo que o manteve preso por seis meses. Com a negativa de Cid, a defesa questionou por que essa informação não foi relatada anteriormente à Polícia Federal. O delator respondeu: “Porque não me foi perguntado.”

Martins sempre negou ter feito parte da comitiva presidencial naquele voo, e agora, com a declaração de Cid, seus advogados voltam a sustentar que a prisão foi arbitrária.

A revelação provocou reações imediatas, inclusive do ex-presidente Jair Bolsonaro, que usou suas redes sociais para criticar duramente a condução do processo.

“Está confirmado: Filipe Martins foi preso ilegalmente por uma viagem que ele não fez e que até o próprio coronel delator agora confirma que jamais ocorreu. Essa é uma das páginas mais vergonhosas desse processo: preso ilegalmente por mais de seis meses, pressionado a delatar mentiras ou dizer algo que pudesse implicar Jair Bolsonaro.”

Bolsonaro ainda cobrou providências: “O que será feito agora que se comprova pela milésima vez que essa viagem jamais existiu e que a prisão do Filipe Martins foi um claro desvio de finalidade?”

A defesa de Martins deve reforçar o pedido de anulação das medidas cautelares, com base na declaração de Cid, e argumentar que a prisão teve como base um fato inexistente.

O caso reacende o debate sobre o uso de prisões preventivas no contexto das investigações envolvendo o entorno do ex-presidente.

Comentando: Esses inquéritos demonstra que é mais uma manobra arquitetada pelo PT com STF e PGR com intuito de tirar Bolsonaro de cena. Quando o governo americano relata que Bolsonaro é realmente um estadista e tudo é arquitetado, tem toda razão em apoiar a família Bolsonaro.

Fonte: Direita Online / Veja – Imagens: EBC / Arquivo