Gastos sobem quase o dobro do que a arrecadação no governo Lula e acendem alerta
As contas públicas brasileiras caminham em direção a um desequilíbrio preocupante. Sob o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os gastos do governo federal têm aumentado num ritmo muito superior ao crescimento da arrecadação.


As contas públicas brasileiras caminham em direção a um desequilíbrio preocupante. Sob o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os gastos do governo federal têm aumentado num ritmo muito superior ao crescimento da arrecadação.
A tendência, segundo projeções de órgãos oficiais, pode levar a uma crise no funcionamento da máquina pública a partir de 2027.

Segundo a Folha de S.Paulo, esse cenário aponta para um possível “shutdown” — termo que define a incapacidade do governo de honrar compromissos básicos por falta de recursos.
Entre 2023 e 2025, a receita líquida, que desconta transferências obrigatórias a estados e municípios, deve crescer R$ 191,3 bilhões, totalizando R$ 2,318 trilhões neste ano.

Porém, no mesmo período, as despesas saltaram R$ 344 bilhões, devendo chegar a R$ 2,415 trilhões, de acordo com estimativas da Instituição Fiscal Independente (IFI) e do Tesouro Nacional.
Se esse ritmo se mantiver, o governo pode encerrar 2025 com déficit primário — ou seja, antes do pagamento de juros da dívida — de 0,77% do PIB, agravando o aumento da dívida pública. A IFI calcula que, em quatro anos, o governo Lula pode acrescentar cerca de 12 pontos percentuais à dívida bruta do país.

Para tentar conter esse avanço, a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, busca ampliar a arrecadação. A tentativa de elevar alíquotas do IOF não avançou no Congresso, e agora a estratégia se concentra em taxar aplicações hoje isentas e ampliar a cobrança em outras áreas.
Mesmo com o novo arcabouço fiscal, que impõe limites ao crescimento dos gastos — entre 0,6% e 2,5% acima da inflação —, a regra permite que apenas 70% da alta na arrecadação se transforme em novas despesas. Isso significa que, a cada R$ 1 a mais em receita, só R$ 0,70 podem ser efetivamente gastos.
Apesar de mais flexível que o teto de gastos em vigor durante o governo Michel Temer, o novo regime ainda tenta conter o avanço desenfreado das despesas. No entanto, conforme apurou a Folha, o governo tem usado brechas para contornar essas regras.

Uma delas é classificar certos gastos como “financeiros”, que não entram no limite do arcabouço — como as transferências do Fundo Social (alimentado pela renda do petróleo) para programas como Minha Casa Minha Vida e investimentos via BNDES.
Essas manobras, porém, não são as principais responsáveis pelo desequilíbrio. O maior impacto veio da revogação do antigo teto de gastos, que permitia apenas reajustes pela inflação em áreas como saúde e educação.
Agora, os desembolsos nesses setores voltaram a ser atrelados à receita corrente líquida, obrigando o governo a aplicar 15% e 18%, respectivamente.

Outro fator de peso é a nova política de valorização do salário mínimo, que prevê reajustes acima da inflação. Como 70% dos benefícios previdenciários são pagos com base no mínimo, o impacto é direto e significativo.
Desde o início do atual mandato, os gastos com aposentadorias e pensões saltaram de R$ 912,2 bilhões para R$ 1,053 trilhão.

Com a despesa subindo mais que a receita e sem uma reforma estrutural que inverta essa lógica, técnicos do governo e especialistas já projetam um cenário de esgotamento fiscal no início do próximo mandato presidencial.
Comentando: E a mídia suja brasileira, ainda vem defender um trio que está levando o Brasil para o fundo do poço. E esses três, ainda tem a audácia de dizer que: “O IOF do Haddad, não tem nada demais”. É uma verdadeira hipocrisia. Como certos brasileiros são tão vendáveis e corruptos como esses que fazem o PT e a canalhice de hoje do executivo, legislativo e judiciário.
Fonte: Direitaonline / Folha de São Paulo – Imagem; reprodução




