Banco Central eleva taxa Selic pela 7ª vez consecutiva

Em decisão anunciada nesta quarta-feira (18), o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) determinou uma nova elevação da Selic, que subiu de 14,75% para 15% ao ano. Este é o sétimo aumento consecutivo da taxa básica de juros, que agora atinge o nível mais alto desde julho de 2006.

Banco Central eleva taxa Selic pela 7ª vez consecutiva
Publicado em 19/06/2025 às 10:36

Em decisão anunciada nesta quarta-feira (18), o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) determinou uma nova elevação da Selic, que subiu de 14,75% para 15% ao ano. Este é o sétimo aumento consecutivo da taxa básica de juros, que agora atinge o nível mais alto desde julho de 2006.

A medida contraria as projeções da maioria dos analistas do mercado financeiro, que esperavam o fim do ciclo de alta na reunião atual. Das 32 instituições consultadas pela Bloomberg, apenas 12 previam um acréscimo de 0,25 ponto percentual.

Segundo nota divulgada pelo Banco Central, a decisão foi influenciada pelo cenário internacional, classificado como “adverso e incerto”, com destaque para a conjuntura nos Estados Unidos.

“O ambiente externo permanece instável, principalmente diante das políticas fiscal e comercial norte-americanas, além do aumento das tensões geopolíticas, exigindo cautela dos países emergentes”, destacou o comunicado.

No plano interno, o Copom apontou que a atividade econômica segue aquecida e que a inflação continua acima da meta estabelecida. A taxa de desemprego em níveis historicamente baixos, por exemplo, reforça o potencial inflacionário, o que justificaria a manutenção de uma política monetária mais restritiva.

A decisão foi unânime entre os membros do Comitê, liderado por Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central. Também participaram da votação os diretores Nilton David, Ailton de Aquino Santos, Izabela Correa, Diogo Guillen, Gilneu Vivan, Paulo Picchetti, Renato Gomes e Rodrigo Teixeira.

O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o Federal Reserve optou por manter os juros dos EUA entre 4,25% e 4,5%, contrariando o desejo do ex-presidente Donald Trump, que defendia um corte nas taxas norte-americanas.

Com os juros em patamar elevado, o objetivo do BC é conter o consumo e os investimentos — esfriando a economia — como forma de combater a inflação persistente.

Fontes: UOL / Direitaonline – Imagem: EBC