Ações do Banco do Brasil caem após relatório do J.P. Morgan
As ações do Banco do Brasil enfrentaram forte desvalorização na manhã desta quarta-feira (16), pressionadas por um relatório do banco americano J.P. Morgan que trouxe uma avaliação cautelosa sobre o desempenho da instituição financeira, especialmente em relação ao setor agrícola.


As ações do Banco do Brasil enfrentaram forte desvalorização na manhã desta quarta-feira (16), pressionadas por um relatório do banco americano J.P. Morgan que trouxe uma avaliação cautelosa sobre o desempenho da instituição financeira, especialmente em relação ao setor agrícola.

Por volta das 12h20, os papéis do BB registravam queda de 3,35% na B3 (Bolsa de Valores do Brasil), sendo negociados a R$ 20,20. O J.P. Morgan manteve a recomendação neutra para as ações, mas revisou o preço-alvo de R$ 28 para R$ 26, o que gerou apreensão entre investidores.

No documento encaminhado a seus clientes, o J.P. Morgan destacou que os dados recentes divulgados pelo Banco Central indicam um cenário desfavorável para o crédito rural, segmento em que o Banco do Brasil possui atuação relevante.

“Embora investidores já esperem um segundo trimestre desafiador, nossa preocupação é que o cenário possa ser ainda mais difícil, já que estimamos que a formação de novos créditos ‘problemáticos’ no agronegócio possa dobrar na comparação trimestral em relação a um primeiro trimestre já pressionado”, aponta o relatório.
Apesar da pressão, a análise do banco americano também reconhece certa resiliência por parte da instituição brasileira.

“Embora a ação já reflita parte do cenário adverso e acreditemos que o banco tenha espaço para acomodar as pressões de capital com menor crescimento da carteira e menor payout de dividendos, entendemos que o consenso de mercado ainda pode precisar se ajustar”, acrescenta o texto.

O alerta sobre a piora no desempenho da carteira de crédito voltada ao agronegócio reforça a percepção de que o Banco do Brasil pode enfrentar um segundo semestre desafiador, mesmo com medidas de contenção de riscos. O mercado agora aguarda os próximos resultados trimestrais para reavaliar as perspectivas da estatal financeira.
Fonte: Direita Online / Metrópoles – Imagens: Internet




