EUA expulsam delegado da PF por irregularidade em caso envolvendo Ramagem; Lula ameaça

EUA expulsam delegado da PF por irregularidade em caso envolvendo Ramagem; Lula ameaça
Publicado em 21/04/2026 às 17:43

O governo dos Estados Unidos determinou a saída de um delegado brasileiro ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem (PL-RJ). A decisão foi tornada pública nessa segunda-feira (20) pelo Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental, que apontou irregularidade na condução do caso, sem mencionar diretamente o nome do agente. Em publicação oficial, autoridades americanas afirmaram que um representante do Brasil teria tentado burlar mecanismos legais de extradição para viabilizar ações classificadas como perseguição  política em território norte-americano. “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso”, diz o texto. Nos bastidores, a autoridade citada é o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho. Ele atuava em cooperação com o Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), com base em Miami, desde março de 2023, em missão prevista inicialmente para dois anos. Entre suas atribuições estava a localização e detenção de brasileiros foragidos da Justiça que estivessem em solo americano. Em março de 2025, uma portaria chegou a estender sua permanência até agosto deste ano. Apesar disso, o Ministério das Relações Exteriores informou que não comentará o episódio, enquanto a Polícia Federal declarou não ter sido oficialmente notificada pela decisão. O caso ocorre após a detenção de Ramagem, realizada pelo ICE no dia 13 de abril, em Orlando, na Flórida. Na ocasião, a Polícia Federal comunicou que a prisão se deu por questões migratórias, e o ex-deputado foi encaminhado a um centro de detenção, sendo liberado dois dias depois. Segundo autoridades americanas, ele poderá permanecer em liberdade enquanto aguarda a análise de um pedido de asilo. Diante da repercussão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o episódio nesta terça-feira (21), durante compromisso internacional. Ele afirmou que o governo brasileiro poderá reagir caso seja confirmada alguma irregularidade na decisão americana. “Fui informado hoje de manhã, acho que se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com os deles no Brasil”, disse Lula. O presidente também criticou a possibilidade de interferência externa, ao afirmar que o país não aceitará “essa ingerência e esse abuso de autoridade que algumas pessoas americanas querem ter com relação ao Brasil”. A declaração foi dada ao deixar um hotel em Hannover, na Alemanha, antes de seguir viagem para Lisboa, onde cumpre agenda oficial.

(Foto: reprodução; Fonte: G1; Metrópoles)

BRASILEIROS JÁ SE REUNEM EM LISBOA PARA PROTESTO CONTRA LULA EM PORTUGAL

O partido português Chega convocou uma manifestação para esta terça-feira (21), às 12h30, em frente ao Palácio de Belém, residência oficial do presidente da República, em Lisboa. O ato foi organizado em resposta à visita de brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre agenda oficial por países europeus. A mobilização, segundo o partido, tem como objetivo contestar a recepção do chefe de Estado brasileiro, além de levantar críticas relacionadas ao combate à corrupção e ao funcionamento das instituições. Em comunicado, a legenda adotou tom duro ao justificar a iniciativa. “este é o momento de defender Portugal”, afirmou o partido, acrescentando que “corruptos não devem ser recebidos com honras de estado”. A convocação foi divulgada nas redes sociais por André Ventura, líder do Chega, que também compartilhou registros indicando a presença de manifestantes nas ruas. De acordo com a publicação, brasileiros e portugueses já estariam se reunindo para protestar contra Lula. A manifestação ocorre em meio à agenda internacional do presidente brasileiro e promete ampliar o debate político em torno da visita, que já provoca reações no cenário português.

Fonte: Direita Online

VIAGEM À EUROPA TERÁ NOVA EXIGÊNCIA TAMBÉM PARA BRASILEIROS; ENTENDA O ETIAS

A União Europeia se prepara para mudar as regras de entrada de viajantes estrangeiros. A partir do último trimestre de 2026, cidadãos de mais de 60 países — incluindo o Brasil — precisarão de uma autorização prévia para ingressar no Espaço Schengen, mesmo nos casos em que hoje não há exigência de visto. O novo mecanismo, chamado ETIAS, já está estruturado e seguirá modelo semelhante ao ESTA, utilizado pelos Estados Unidos. A justificativa é reforçar o controle de segurança e monitorar previamente quem pretende viajar ao continente. Com a mudança, quem antes embarcava apenas com passaporte terá de cumprir uma etapa adicional. Antes da viagem, será necessário preencher um formulário online com dados pessoais, informações do passaporte, histórico básico de deslocamentos internacionais e respostas a perguntas de segurança. Esses dados serão cruzados com bancos de dados europeus, e sem a autorização, o embarque ainda no país de origem poderá ser barrado. A exigência será válida para viagens de curta duração — até 90 dias dentro de um período de 180 dias —, abrangendo turismo, negócios ou trânsito. No entanto, nem todos os viajantes estarão sujeitos à regra. De acordo com a Comissão Europeia, ficam de fora pessoas com visto Schengen válido, residentes legais em países europeus e portadores de autorizações de longa permanência, como vistos de estudo ou trabalho. A expectativa é que a maioria dos pedidos seja processada de forma automática, com resposta em poucos minutos quando não houver pendências. Em situações específicas, porém, a solicitação poderá passar por análise manual. Entre os fatores que podem levar à recusa estão histórico criminal relevante, problemas migratórios anteriores, permanência irregular em viagens passadas ou inconsistências nas informações fornecidas. O custo da autorização será de 7 euros para a maioria dos solicitantes. Uma vez aprovada, ela terá validade de até três anos — ou até o vencimento do passaporte — e permitirá múltiplas entradas no espaço Schengen, desde que respeitado o limite de permanência. Caso o pedido seja negado, o viajante receberá a justificativa e poderá tomar providências. Dependendo do motivo, será possível corrigir dados e reenviar a solicitação. Já em casos mais sensíveis, como questões migratórias ou criminais, a alternativa será buscar um visto tradicional junto ao consulado de um país europeu, onde a análise tende a ser mais detalhada. (Foto: PixaBay; Fonte: InfoMoney)