Filho de Barroso deixa EUA após sanções do governo Trump
O executivo Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, optou por não regressar aos Estados Unidos, onde exercia a função de diretor associado do BTG Pactual em Miami.


O executivo Bernardo van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, optou por não regressar aos Estados Unidos, onde exercia a função de diretor associado do BTG Pactual em Miami.
Segundo informações de pessoas próximas afirmam que a medida foi adotada de forma preventiva, após o governo Donald Trump divulgar sanções direcionadas a Alexandre de Moraes e a outros membros da Corte, bem como, medo de o filho ser preso e deportado de volta ao Basil.

Bernardo, que concluiu no ano passado um mestrado em Data Science pelo McDaniel College, em Maryland, estava na Europa de férias quando, em 19 de julho, Washington anunciou a revogação do visto americano de Moraes e de “seus aliados na corte”.
Embora nem o ministro Barroso nem seu filho tenham recebido comunicação formal sobre qualquer cancelamento de visto, o presidente do STF aconselhou Bernardo a voltar ao Brasil para evitar problemas no retorno aos EUA. Fontes próximas garantem que ele já está em território brasileiro e continuará vinculado ao BTG, mas agora atuando no país.

O anúncio das sanções foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em publicação nas redes sociais. Na ocasião, ele não especificou quais ministros, além de Moraes, poderiam ser afetados.
Pouco depois, em 30 de julho, apenas Moraes passou a integrar a lista de sancionados pela Lei Magnitsky — legislação que prevê, além da perda de vistos, o bloqueio de bens e ativos nos EUA para acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos.

A aplicação da norma ao ministro é considerada polêmica, já que Moraes não enfrenta acusações de corrupção e suas decisões no STF têm respaldo institucional.
Em 19 de julho, Rubio declarou que Trump “deixou claro que seu governo responsabilizará estrangeiros responsáveis pela censura de expressão protegida nos Estados Unidos” e acusou Moraes de promover uma “caça às bruxas política” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no processo sobre a tentativa de golpe investigada pelo STF.

“Portanto, ordenei a revogação dos vistos de Moraes e seus aliados no tribunal, bem como de seus familiares próximos, com efeito imediato”, escreveu Rubio na postagem. (Foto: STF; Fonte: O Globo)
Conforme mostrado pela CNN, a escalada da ofensiva dos Estados Unidos tem deixado o ministro Barroso desanimado, a ponto de estar cogitando deixar o Supremo após entregar a presidência ao ministro Edson Fachin no próximo mês de setembro.

Enquanto o ministro Alexandre de Moraes tem minimizado o efeito das sanções no seu cotidiano, Barroso que tem relação próxima com o EUA, onde é colaborador na Harvard Kennedy School e costuma viajar para lá ao menos duas vezes por ano. E segundo auxiliares, o ministro se sente punido “por tabela” e que, apesar de dispensar pleno apoio a Moraes e rechaçar completamente as ameaças de Trump, não há o que ele possa fazer para reverter o cenário.
Mas ele acha que não é culpado e, pensa se esconder atrás de uma embaixada para se livrar da cadeia. Veja a matéria publicada a seguir da CNN.
Fontes: Direita Online / CNN – Imagens: reprodução vídeo / STF




