Governo Lula perdido após tarifa de Trump recorre ao STF
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em aplicar tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil gerou críticas à condução do governo brasileiro na crise comercial.


A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em aplicar tarifa de 50% sobre todos os produtos importados do Brasil gerou críticas à condução do governo brasileiro na crise comercial.
O Brasil vinha sendo tratado com certa moderação no pacote de tarifas – com uma taxa prevista de 10%. No entanto, após as manifestações públicas do presidente Lula, Trump teria ganhado justificativa política para endurecer as medidas.

Agora nós demos uma justificativa para o Donald Trump aumentar as tarifas, o que vai ser muito negativo, não só se houver esse aumento para o aço, para o alumínio, mas para todos os produtos de exportação brasileiro para os Estados Unidos.
O atual cenário global, marcado por elevação generalizada de tarifas pelos EUA, poderá trazer consequências sérias para a economia brasileira.
O Brasil represente uma fatia pequena do comércio exterior dos EUA, portanto, é importante uma relação bilateral. O Brasil não tem peso no comércio exterior americano, mas para nós os EUA são o segundo parceiro comercial.

Então vem em rede social, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defender a soberania do país, dizendo que é falsa a alegação do presidente norte americano Donald Trump de que a taxação seria aplicada em razão de déficit na balança comercial com o Brasil.
Então, o Itamaraty convocou, pela segunda vez nessa quarta-feira (9), o chefe da embaixada norte-americana em Brasília, Gabriel Escobar.
A iniciativa reforça o desconforto do governo brasileiro, devido as declarações e medidas tomadas pelo governo americano que, decidiu impor uma tarifa de 50% sobre mercadorias brasileiras e acusou o país de perseguir Jair Bolsonaro.
Logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgar a carta enviada a Lula com o anúncio de uma tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, fez contato telefônico com o chefe do Executivo.

A lei brasileira sancionada em abril estabelece critérios para a suspensão de concessões comerciais, de investimentos e de obrigações relativas a direitos de propriedade intelectual em resposta a medidas unilaterais adotadas por país ou bloco econômico que impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.
“Neste sentido, qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica. A soberania, o respeito e a defesa intransigente dos interesses do povo brasileiro são os valores que orientam a nossa relação com o mundo”, afirmou o presidente.

A conversa serviu para alinhar a postura institucional diante do gesto de Donald Trump, interpretado por ambos como um ‘ataque’ ao Brasil e não apenas a uma autoridade ou poder específico.
Lula também declarou que o processo envolvendo a suposta tentativa de “golpe de Estado” por parte de Bolsonaro é de competência exclusiva da Justiça nacional. “Não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, escreveu o presidente.
No entorno do Palácio do Planalto, o gesto de Donald Trump foi classificado como uma manobra de caráter eleitoral e ideológico. Integrantes do governo avaliaram que incluir a situação jurídica de Bolsonaro em um documento oficial destinado ao Brasil extrapola os limites do razoável nas relações diplomáticas.

O entendimento é de que não cabe ao STF entrar em um embate direto com Donald Trump, ainda mais de viés ideológico. A orientação interna é clara: os ministros da Corte devem se manter fora do confronto e evitar qualquer tipo de declaração pública sobre o tema.
Tudo isso porque sabem que devido o problema já existente como o ministro Alexandre de Moraes preferem não entrarem nesse embate.
Fonte; Direita Online / CNN / Folha de São Paulo / UOL – Imagem: Palácio do Planalto




