Câmara reage à nota do Itamaraty sobre ofensiva dos EUA contra o Irã

Uma manifestação oficial do Ministério das Relações Exteriores sobre a recente ofensiva militar dos Estados Unidos contra instalaçõesiranianas gerou forte reação no Congresso.Neste domingo (22), a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados divulgou uma nota criticando duramente a postura do Itamaraty.

Câmara reage à nota do Itamaraty sobre ofensiva dos EUA contra o Irã
Publicado em 23/06/2025 às 15:44

Uma manifestação oficial do Ministério das Relações Exteriores sobre a recente ofensiva militar dos Estados Unidos contra instalaçõesiranianas gerou forte reação no Congresso.

Neste domingo (22), a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados divulgou uma nota criticando duramente a postura do Itamaraty.

Para os parlamentares, o comunicado emitido pelo governo brasileiro representa uma “posição alinhada com o Irã” e desconsidera a preocupação internacional com o programa nuclear do país persa.

A comissão também classificou como “lamentável” o teor da nota e afirmou que ele “rompe com uma tradição de elevada neutralidade” da diplomacia brasileira em temas sensíveis da política internacional.

A crítica surgiu após o Itamaraty condenar, em nota oficial, os ataques militares dos EUA contra as instalações nucleares iranianas. O texto do ministério, compartilhado nas redes sociais pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirma:

“O governo brasileiro expressa grave preocupação com a escalada militar no Oriente Médio e condena com veemência, nesse contexto, ataques militares de Israel e, mais recentemente, dos Estados Unidos, contra instalações nucleares, em violação da soberania do Irã e do direito internacional”.

A nota também alerta para os riscos à população e ao meio ambiente decorrentes da ofensiva: “Ações armadas contra instalações nucleares representam uma grave ameaça à vida e à saúde de populações civis, ao expô-las ao risco de contaminação radioativa e a desastres ambientais de larga escala”, declarou o Itamaraty.

O episódio acontece após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar, na noite de sábado (21), que as Forças Armadas dos EUA realizaram um “ataque muito bem-sucedido” contra as instalações nucleares do Irã, atingindo as bases de Fordow, Natanz e Isfahan.

Em resposta à escalada militar, o Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião emergencial neste domingo, em Nova York, para tratar da situação.

Durante o encontro, o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, afirmou que a ofensiva dos Estados Unidos “marca uma virada perigosa em uma região que já está em crise”.

A tensão crescente no Oriente Médio reacende preocupações globais com a estabilidade e segurança internacional diante de conflitos envolvendo potências nucleares e regimes instáveis.

Filipe Barros (PL-PR), Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, considerou “lamentável” a postura, e relembrou que o governo iraniano defende abertamente a destruição de Israel. De acordo com ele, a postura da chancelaria “rompe com uma tradição de elevada neutralidade”.

Veja a íntegra da nota de Filipe Barros: “O Brasil atual tem sido muito diligente quando é para condenar Israel e os EUA, mas extremamente omisso quando o assunto é reconhecer como terroristas organizações financiadas pelo Irã, além do próprio regime que defende publicamente a destruição do Estado de Israel. É lamentável esta postura, que rompe com uma tradição de elevada neutralidade, quando nossa política externa ainda não havia sido capturada por um partido e por uma ideologia.”

Comentando: Realmente, esse desgoverno rompe com toda neutralidade que o Brasil tem quando se trata de política internacional. Mas o que se pode esperar de um chefe de executivo, ex-presidiário, onde não tem postura de chefe de uma nação. Triste realidade, hoje passa o Brasil.

Fontes: Direitaonline / CNN – Imagens: EBC