Quem é Robert Prevost, 1º pontífice americano – Papa Leão 14, o que está por trás do nome do Papa e suas ideologias

Leão 14 disse à multidão que o ouvia na Basílica de São Pedro que é membro da Ordem Agostiniana, a primeira da Igreja Católica Romana a combinar a posição clerical com uma vida comunitária plena. A ênfase moderna tem sido na missão, na educação e no trabalho hospitalar.

Quem é Robert Prevost, 1º pontífice americano – Papa Leão 14, o que está por trás do nome do Papa e suas ideologias
Publicado em 09/05/2025 às 10:29

Leão 14 disse à multidão que o ouvia na Basílica de São Pedro que é membro da Ordem Agostiniana, a primeira da Igreja Católica Romana a combinar a posição clerical com uma vida comunitária plena. A ênfase moderna tem sido na missão, na educação e no trabalho hospitalar.

Em uma entrevista dada ao site da Ordem de Santo Agostinho em 2023, Robert Francis Prevost, que à época havia sido recém-nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos, fez reflexões que hoje, já como Papa Leão XIV, ganham ainda mais relevância.

Em uma entrevista dada ao site da Ordem de Santo Agostinho em 2023, Robert Francis Prevost, que à época havia sido recém-nomeado prefeito do Dicastério para os Bispos, fez reflexões que hoje, já como Papa Leão XIV, ganham ainda mais relevância.

“É um desafio, sem dúvida, principalmente quando a polarização se tornou a forma de operar em uma sociedade que, em vez de buscar a unidade como princípio fundamental, oscila de um extremo ao outro”, declarou Prevost, referindo-se às divisões crescentes que, segundo ele, dificultam o espírito comunitário que a Igreja tanto preza.

Para ele, a pluralidade é bem-vinda, mas precisa ser acompanhada de limites e discernimento. “A diversidade também não pode ser entendida como um modo de vida sem critérios ou sem ordem”, afirmou.

E alertou: “Quando uma ideologia se torna, por assim dizer, a dona da minha vida, já não consigo mais dialogar com outra pessoa, porque já decidi como as coisas serão.” Segundo Leão XIV, esse tipo de postura fecha portas e isola as pessoas. “Isso, obviamente, torna muito difícil ser Igreja, ser comunidade, ser irmãos e irmãs.”

Durante a conversa, Prevost também destacou que as prioridades da Igreja podem variar conforme o contexto de cada país, mas que o centro da missão permanece o mesmo. “Ao listar nossas prioridades e avaliar os desafios que temos pela frente, devemos entender que as necessidades urgentes da Itália, Espanha, Estados Unidos, Peru ou China, por exemplo, provavelmente não são as mesmas, exceto em um aspecto: pregar o Evangelho, e que ele seja o mesmo em todos os lugares.”

Ao relembrar sua transição do bispado em Chiclayo, no Peru, para o cargo no Vaticano, ele compartilhou a surpresa com a nomeação. “É uma honra receber este mandato, mas, sinceramente, foi difícil para mim deixar Chiclayo depois de tantos anos — mais de 20 no Peru — sendo feliz fazendo o que fazia”, confessou.

Prevost também reiterou uma das ideias centrais do pontificado de Francisco: a de que os líderes da Igreja devem estar em sintonia com o povo.

“O Papa Francisco deixou isso muito claro em diversas ocasiões. Ele não quer bispos que vivam em palácios”, disse. Para ele, um bispo eficaz deve estar presente e acessível. “O bispo precisa ter muitas habilidades: saber governar, administrar, organizar e, sobretudo, saber lidar com as pessoas.”

Agora, como Papa Leão XIV, essas palavras indicam o caminho que ele poderá seguir no comando da Igreja Católica — um caminho de escuta, simplicidade e presença.

Comentando:

A Igreja Católica sofre com a falta de padres e, em um contexto político extremamente polarizado, parece ainda não ter encontrado o ponto certo para se posicionar de forma contundente frente a questões importantes para o século 21. O Vaticano não pode fazer muita coisa, pois é uma burocracia muito cristalizada que demora décadas para alguma transformação significativa. Já a pessoa do papa pode ter uma enorme reverberação missionária no mundo religioso, ainda que persista na Igreja grandes contingentes de leigos, padres e bispos que desaprovavam e até militavam contra o pastoreio do Papa Francisco.

O que é preciso e necessário, consiste no Vaticano poder fazer, é apoiar e estimular os esforços das igrejas locais para um novo dinamismo na Igreja. São as igrejas locais que conhecem a realidade pastoral.

O esperado do Papa Leão XIV, é seguir a tradição do Papa Francisco, dando continuidade a priorizar a evangelização através da sinodalidade, da participação ativa de todos os fiéis e da abertura ao mundo.  Na sua homilia, na primeira missa destacou a união e o evangelho, com a esperança de trazer luz às “noites escuras deste mundo”, demonstrando um compromisso com a fé e a esperança. Ele também se mostrou sensível à vida e comprometido com um mundo mais justo, como evidenciado em suas primeiras palavras. 

O que o mundo, em especial os católicos, consiste em o Papa Leão XIV, consiga no seu papado encontrar a paz e o amor tão desejado, primeiramente e principalmente, por Cristo Jesus.

Fonte / Foto: Direitaonline / BBC News Brasil