Produzir Alimentos no Brasil Virou um Negócio em que Só o Governo Arrecada, os Bancos Lucram e o Produtor Sangra
Você sabia que em 2025 o produtor brasileiro gasta mais para plantar do que ganha ao vender a produção? Mesmo com o Brasil sendo um dos maiores produtores de alimentos do planeta, quem está na base da cadeia — o produtor rural — está literalmente pagando para trabalhar. Isso não é exagero: é o reflexo de um sistema injusto, tecnocrático e concentrador.


Você sabia que em 2025 o produtor brasileiro gasta mais para plantar do que ganha ao vender a produção? Mesmo com o Brasil sendo um dos maiores produtores de alimentos do planeta, quem está na base da cadeia — o produtor rural — está literalmente pagando para trabalhar.
Isso não é exagero: é o reflexo de um sistema injusto, tecnocrático e concentrador.

1. Custo do dinheiro: o produtor está sendo esmagado • SELIC a 15% • IOF acima de 1,5% • Fim da isenção de IR nas LCA’s • Plano Safra dominado por bancos privados
Resultado? Financiamentos com juros que ultrapassam 24% ao ano, acompanhados de venda casada de seguros, títulos e pacotes bancários. O produtor compra dinheiro caro, sem garantias de preço, e assume 100% do risco climático, financeiro e de mercado.

2. Os custos não param de subir — e o preço de venda não cobre mais a lavoura • O custo por hectare de milho e soja mais que dobrou nos ultimos anos. • Diesel, fertilizantes e frete dispararam. • O preço de venda não acompanha a inflação de custos. • O produtor compra insumo em dólar e vende comida em real — por um preço defasado.

3. As principais cadeias estão operando no prejuízo, dados recentes mostram que, em 2025: • Soja e milho: preço abaixo do custo total em boa parte do país. • Pecuária de corte: arroba desvalorizada, abate de fêmeas recorde e frigoríficos lucrando com a desmobilização do rebanho. • Leite: prejuízo por litro produzido — produtores abandonando a atividade. • Suinocultura e avicultura: integração sufoca o produtor, que recebe menos de R$ 0,10 por kg criado.

4. Mercado internacional ruim, consumo interno fraco: • O dólar não compensa mais. • Commodities em queda no exterior. • O brasileiro está consumindo menos carne, leite, arroz e feijão. • E quem continua lucrando? Os bancos, as tradings e os frigorífico.

5. Sem seguro, sem preço mínimo, sem socorro e o governo cortou 50% do orçamento do seguro rural — a única proteção real que o produtor ainda tinha. E não há política de garantia de preços compatível com a realidade dos custos. O produtor planta no escuro, cria no escuro, e reza para não perder tudo. É necessário um projeto político sério e técnico, com gestores que realmente representem o produtor e não só os interesses financeiros.

Conclusão:
Quem produz está sangrando — e ninguém segura essa sangria O Brasil segue sendo potência agrícola — mas às custas do produtor rural que está sendo sacrificado pela máquina financeira e pelo abandono político. Produzir alimentos, hoje, não é mais um negócio: É um ato de resistência. É bravura. É fé. Mas precisa ser também estratégia, gestão eficaz e mudança urgente nas escolhas políticas dos próprios produtores rurais.




