Governo sem Agro: A Política de Hostilidade e Desconsideração ao Setor que sustenta o Brasil

O Brasil é o 3º maior produtor de alimentos do mundo, líder global em exportações de soja, carne bovina, milho, açúcar e café. O agronegócio representa quase 25% do PIB brasileiro, mais de 48% das exportações nacionais e emprega direta ou indiretamente um terço da população economicamente ativa do país. Mesmo assim, o atual governo federal trata o setor como inimigo político, atacando, estigmatizando e abandonando tecnicamente o produtor rural — em especial o setor primário.

Governo sem Agro: A Política de Hostilidade e Desconsideração ao Setor que sustenta o Brasil
Publicado em 30/06/2025 às 18:46
Por Celso Ricardo Ferreira – Consultor em Gestão Estratégica do Agronegócio Brasileiro

O Brasil é o 3º maior produtor de alimentos do mundo, líder global em exportações de soja, carne bovina, milho, açúcar e café. O agronegócio representa quase 25% do PIB brasileiro, mais de 48% das exportações nacionais e emprega direta ou indiretamente um terço da população economicamente ativa do país.
Mesmo assim, o atual governo federal trata o setor como inimigo político, atacando, estigmatizando e abandonando tecnicamente o produtor rural — em especial o setor primário.

FALA OFICIAL: DESRESPEITO DISFARÇADO DE OPINIÃO
Declarações recentes do presidente da república expõem um alinhamento ideológico explícito contra o setor que mais sustenta o país:
• “Parte do agro é fascista e direitista”
• “Produtor rural usa agrotóxicos sem pensar na saúde”
• “Não importa se o agro gosta de mim, é problema ideológico”
• “O agro reclama do Plano Safra? É um setor ingrato”
Essas falas, além de ofensivas, ignoram dados técnicos, violam a neutralidade institucional e reforçam campanhas internacionais que tentam desacreditar o agro brasileiro no comércio mundial.

AÇÕES GOVERNAMENTAIS CONTRA O AGRO (2023–2025)
Medida Impacto Real
Corte de 50% no seguro rural Menos proteção ao produtor em ano de seca e desastre climático
SELIC a 15%, IOF a 3,5% Custo do crédito acima de 24% ao ano no campo
Reforma Tributária Aumento de até 13,4% na carga do agro (Fonte: CNA)
Fim da isenção do IR sobre LCA’s Fuga de investidores e redução no volume de crédito rural
Mais de 60% do Plano Safra 25/26 nas mãos dos bancos privados Juros altos e venda casada de serviços bancários para liberação de recursos
Silêncio do MAPA frente aos ataques ao produtor Falta de defesa institucional à imagem do setor produtivo
Invasões e ameaças do ICMBio e editais de desapropriação Insegurança jurídica, desvalorização de propriedades e travamento de investimentos.

O BRASIL PRESERVA – MAS O GOVERNO ATACA
• 66,3% do território nacional está preservado com vegetação nativa (Fonte: Embrapa, 2024)
• O Código Florestal Brasileiro é o mais rígido do mundo
• O produtor rural é obrigado por lei a preservar até 80% de sua própria propriedade na Amazônia
Mesmo assim, o atual governo se cala diante das acusações internacionais e não reconhece publicamente o esforço de quem sustenta a base econômica e alimentar do Brasil.

GOVERNO SEM VOZ, SEM AÇÃO, SEM RESPEITO
O silêncio institucional do Ministério da Agricultura diante das acusações ambientais, a falta de medidas reais para viabilizar a produção, e a insistência em narrativas ideológicas que afastam o setor produtivo da mesa de decisão mostram que:
Este não é um governo que discorda do agro. É um governo que quer controlá-lo, desacreditá-lo e, se possível, substituí-lo por ONGs, estatais e ideologias.

CONCLUSÃO
O atual governo federal trata o agronegócio não como parceiro estratégico, mas como obstáculo político. E isso tem consequência direta na produção, na confiança institucional e na competitividade internacional do Brasil.
O produtor rural brasileiro virou o vilão oficial do Estado — enquanto carrega o país nas costas.