Eleições municipais de 2024 quem venceu foi o sistema!

Eleições municipais de 2024 quem venceu foi o sistema!
Publicado em 28/10/2024 às 11:15

O Brasil vive há décadas proporcionando um jogo de faz de contas para o cidadão mais incauto, um jogo de ilusões e manipulações que faz perder a vontade de expressar-se diante dessa politica enlamaçada.

O PT foi varrido das eleições municipais, obtendo somente 6 prefeituras das 103 grandes cidades do Brasil. O PL de Valdemar Costa Neto conseguiu 16 prefeituras, mas o conglomerado dos partidos do Centrão, controlado por Kassab foi o verdadeiro vencedor.

Depois de eleger 202 prefeitos no primeiro turno, o PSD venceu outras três prefeituras no estado neste domingo, 27 de outubro. Agora com 205 prefeitos, o PSD tem quase o dobro de eleitos do PL, que emplacou 104 candidatos nos dois turnos.

Nunes se distancia de Bolsonaro e decreta fidelidade ao seu amigo Tarcísio, o candidato preferido do SISTEMA à Presidência da República em 2026, a direita permitida, moderada, fisiológica e alinhada com a agenda progressista 2030, Fórum Econômico Mundial de Davos, OMS, ONU e STF. Os mesmos agentes causadores das catástrofes políticas e sociais nos últimos anos, baseadas no medo e na desinformação para controlar a sociedade.

Não há nada para comemorar, essas eleições mostraram que as duas faces da mesma moeda brigam pelo poder, com o mesmo objetivo: trazer para a sociedade uma nova forma de autoritarismo e ditadura.

O Sistema está mais vivo do que nunca. Não há pensamentos políticos no horizonte, a reflexão política quase perdeu força. Não esperamos nada, ou quase nada, da política há muito tempo. Quem entra no governo e quiser durar no jogo deve despolitizar-se, suavizar os limites da sua identidade e da sua proposta, limitar-se a algumas sessões no plenário para motivar a sua base, mas depois deve neutralizar-se, integrar-se no fluxo da governança global.

Essas eleições mostraram mais uma vez que o Sistema ganhou, toda diferença é supérflua, sem a menor percepção de que tal vazio não tem precedentes. Estamos numa fase de tal aridez unilateral que o pensamento político não é possível, salvo mudanças inesperadas de cenário. A única saída que nos resta é o fator surpresa – ou seja, um MILAGRE.