A CONTRADIÇÃO FUNDIÁRIA NO BRASIL
O agro brasileiro vive mais uma de suas grandes contradições. De um lado, o governo exige gestão, conformidade ambiental e viabilidade econômica do produtor rural. Do outro, relaxa nas suas próprias obrigações, como a certificação fundiária dos imóveis rurais — essencial para garantir segurança jurídica, crédito e investimento.


O agro brasileiro vive mais uma de suas grandes contradições.
De um lado, o governo exige gestão, conformidade ambiental e viabilidade econômica do produtor rural.
Do outro, relaxa nas suas próprias obrigações, como a certificação fundiária dos imóveis rurais — essencial para garantir segurança jurídica, crédito e investimento.

Recentemente, o governo federal adiou para 2029 o prazo de certificação obrigatória pelo INCRA.
Ou seja: o produtor continua sendo cobrado, mas o Estado posterga o que lhe cabe.
É o velho jogo de dois pesos e duas medidas:
Quando é para fiscalizar e cobrar, o governo é rápido.
Quando é para certificar e garantir segurança jurídica, ele adia, posterga e faz vistas grossas.

O resultado?
• O produtor não consegue crédito,
• Não regulariza sua área,
• E ainda é cobrado por eficiência e viabilidade que dependem justamente da gestão pública.
O georreferenciamento e a certificação não são burocracia — são base da segurança jurídica e do planejamento territorial do agro.
Adiar isso é travar o crédito, desestimular o investimento e manter o produtor em risco.
“O Estado posterga a sua obrigação e cobra eficiência de quem sustenta o país.”
— Celso Ricardo Ferreira
O problema do agro brasileiro não é técnico — é institucional.
O que falta não é tempo: é gestão, seriedade e compromisso com o campo.







