O ALERTA QUE O BRASIL NÃO QUER ENXERGAR

O agronegócio brasileiro entrou num ponto de ruptura. Nos últimos 9 meses, o país bateu três recordes consecutivos de pedidos de recuperação judicial no setor: 1º trimestre: 389 pedidos 2º trimestre: 565 pedidos 3º trimestre: 628 pedidos Total: 1.582 produtores e empresas rurais à beira da falência. Isso não é oscilação de mercado. Isso não é variação de safra. Isso é colapso.

O ALERTA QUE O BRASIL NÃO QUER ENXERGAR
Publicado em 22/12/2025 às 7:55

O agronegócio brasileiro entrou num ponto de ruptura. Nos últimos 9 meses, o país bateu três recordes consecutivos de pedidos de recuperação judicial no setor:
1º trimestre: 389 pedidos
2º trimestre: 565 pedidos
3º trimestre: 628 pedidos
Total: 1.582 produtores e empresas rurais à beira da falência.
Isso não é oscilação de mercado.
Isso não é variação de safra.
Isso é colapso.

E enquanto o campo desaba, os números financeiros confirmam o tamanho da ferida:
Inadimplência rural atingindo recorde histórico nos principais bancos financiadores do agro.
R$ 5,4 bilhões em crédito agrícola em atraso por produtores que simplesmente não conseguem pagar.
Produtores relatando pressão para entregar suas terras como garantia — patrimônio de família sendo usado como moeda de sobrevivência.

Isso já ultrapassou o limite do aceitável. Não estamos falando sobre risco. Estamos falando sobre perda real. Produzir ficou mais caro do que vender. Crédito não resolve — só aumenta a dívida.

Margens negativas destruíram a viabilidade econômica. A recuperação judicial virou escudo, não estratégia.

E no meio dessa tempestade surge a narrativa do Ministro Carlos Fávaro, afirmando que “o agro vai bem”, celebrando a abertura de mercados internacionais como se o cenário fosse de prosperidade.

Aqui está o choque entre discurso e realidade:
Se o agro está tão bem, por que os números mostram uma avalanche histórica de falência?
Se o Brasil está avançando, por que o produtor rural está entregando a própria terra para sobreviver?
Se o campo está forte, por que os bancos estão registrando a maior inadimplência do setor na história?

Há duas possibilidades:
O ministro não está entendendo o que os números mostram.
Ou está tentando transformar crise em vitrine política.

E seja qual for a resposta, o efeito é o mesmo:
Enquanto se comemora “mercados abertos”, o produtor rural está perdendo patrimônio, renda, dignidade e futuro.

O agro não precisa de frases prontas. Precisa de verdade. 1.582 pedidos de recuperação judicial em 9 meses não são opinião. R$ 5,4 bilhões em dívidas não pagas não são narrativa. Terras sendo entregues como garantia não são teoria. São fatos. São pessoas.

É o Brasil rural pedindo socorro.
E ninguém mais pode fingir que não está vendo.

Empreendedor do Ano, Adm. Alberto Félix – AGROPAR