O MAPA Foi Sequestrado Pela Política — e o Agro Paga a Conta
Eu, Celso Ricardo, não somente AFIRMO como também posso PROVAR que o agronegócio brasileiro pode ser muito maior do que é. Temos solo, tecnologia, produtores preparados e uma cadeia PRODUTIVA que poderia garantir resultados sólidos para todos os envolvidos.


Eu, Celso Ricardo, não somente AFIRMO como também posso PROVAR que o agronegócio brasileiro pode ser muito maior do que é. Temos solo, tecnologia, produtores preparados e uma cadeia PRODUTIVA que poderia garantir resultados sólidos para todos os envolvidos.
Mas o que vemos hoje é o oposto: viabilidade econômica e financeira praticamente inexistente, principalmente para aquele que produz o alimento, O PRODUTOR RURAL.

O produtor rural enfrenta endividamento crescente, falta de estabilidade, ausência de planejamento e de organização, além da burocracia no acesso ao crédito. Some-se a isso o distanciamento do MAPA em relação ao campo, a ação de cartéis e os privilégios de alguns poucos, e temos um cenário de desgaste contínuo para o setor.
Mesmo assim, seguem vendendo a ilusão de um agro pujante, usando números que não traduzem a realidade: PIB, balança comercial, safra recorde, exportação recorde. Só não contam que, por trás disso, existem custos altos, margens pequenas ou até negativas, endividamento e risco de quebra para milhares de produtores.

E aqui está a verdade que precisa ser dita sem rodeios: os ministros políticos são os grandes responsáveis pelo caos do setor. São Ministros não para o Agro real, mas para interesses partidários e eleitorais. O agronegócio não quebra por falta de produção, mas por excesso de política dentro do MAPA. Enquanto alguns são privilegiados, a grande maioria é esquecida.
O Brasil ainda insiste em contradições que envergonham: se apresenta como “celeiro do mundo” e “líder no combate à fome”, mas dentro das nossas fronteiras milhões de brasileiros passam fome. Somos um país do agro que, sem Plano Safra e sem a importação de insumos, não consegue plantar. Essa dependência é insustentável.

A questão nunca esteve em ser o MAIOR, mas sim em garantir viabilidade em primeiro lugar. Um bom trabalho das fronteiras para dentro sempre refletirá muito melhor das fronteiras para fora. O verdadeiro caminho é produzir o necessário, com lucratividade, e tornar o Brasil uma referência mundial em sustentabilidade operacional e racionalidade na produção.
Tudo isso tem uma raiz clara: o MAPA foi sequestrado pela política. O resultado é um ministério que serve a grupos e projetos de poder, e não ao produtor. Enquanto o MAPA for loteado politicamente, a agricultura e a pecuária continuarão pagando a conta, com prejuízos que se acumulam ano após ano.

O Brasil precisa de um MAPA profissionalizado, liderado por um ministro técnico, um grande profissional, alguém que conheça a realidade do campo e coloque a agricultura e a pecuária no centro da estratégia nacional. Sem isso, o setor continuará sendo conduzido à base de discursos vazios, enquanto o produtor — que sustenta o país — é deixado à própria sorte.





