“Toma lá, dá cá” nunca esteve tão vivo na política

As definições de “aliados” sem pedir nada em troca vêm sendo atualizadas: sim, não ou “nunca vai mudar”. Mas, pode e deve melhorar. As discussões entre deputados e senadores, a cada dia acende a discussão do “toma lá, dá cá”, em que os políticos insistem em dizer que a velha prática é coisa do passado. Que nada, não é, caro eleitor.
Antes de continuar, pausa para uma análise/desabafo: Esse texto será lido e, depois de rolar barra, você vai passar adiante sabendo que só leu verdades. Vai até criticar mais adiante, mas vai esquecer antes de chegar ao local de votação.
Back to reality! Ninguém se elege sozinho, sem aliança. Assim como não se governa sozinho. E os partidos sabem disso e travam batalhas, não só externas, mas internas. E estas são as mais quentes.
Foi-se o tempo em que todos seguiam a liderança máxima da legenda: o presidente. Agora, todos são “PJ”, com marcas e redutos próprios. Ou seja, querem espaços próprios, disputam com os seus e os outros.
Esse ano, as reeleições de prefeitos trará uma série de mudanças de “regra”, onde uns adotarão o currículo técnico. Explico melhor – a exigência deste foi ‘midiatizada’. E tem gente/partido penando para emplacar nomes. Errado, o socialista não está. Se for para ter espaço, que valha a competência.
Não que saber o que se é para fazer não fosse condicionante, mas cá para nós, e para todo o Ceará e agora a capital, é comum ver e ouvir pessoas em total dissintonia com cargos técnicos que ocupam. E, nos municípios do interior, acontece ainda, com mais frequência.
A posse de Lula também mostrou que não adianta “fugir” das cobranças por espaços. Tem partido que é de oposição com mais cargos que aliados e até indicados com presente, não apenas passado, duvidoso. É minoria. E que fique claro que não é exclusividade desse governo.
Esperamos que essa cultura política mude. Além do que, as exigências e cobranças dos partidos não eram externalizadas.
Com as eleições municipais de 2024 realizadas, evolui-se a tese hipotética do “toma lá, dá cá”, em uma utopia, onde é preciso pensar que os espaços devem ter o tamanho do apoio dado. Melhor puxar pela memória para não passar vergonha pública. E isso vale para todos os lados.

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