“Banco do Brasil Confirma: Endividamento do Agro Está no Nível Mais Alto da História”
Há anos venho alertando, por meio de inúmeros artigos, análises técnicas e pronunciamentos públicos, sobre os graves problemas que corroíam a base do agronegócio brasileiro. Apontei, de forma clara, que a falta de viabilidade econômica e financeira do produtor rural levaria a um endividamento sem precedentes.


Há anos venho alertando, por meio de inúmeros artigos, análises técnicas e pronunciamentos públicos, sobre os graves problemas que corroíam a base do agronegócio brasileiro. Apontei, de forma clara, que a falta de viabilidade econômica e financeira do produtor rural levaria a um endividamento sem precedentes.

Não fiquei apenas na crítica: apresentei soluções, caminhos e propostas concretas para mudar essa realidade. Mas, na maioria das vezes, fui ignorado por quem preferia sustentar a narrativa conveniente de um “agro forte” que, para o produtor, nunca existiu.
Essa imagem fabricada foi mantida com eventos milionários, discursos ensaiados e projetos de vitrine promovidos por federações, pelo Ministério da Agricultura, pela Conab e outros órgãos. Uma cortina de fumaça que escondia a verdadeira situação de quem produz: juros impraticáveis, custos recordes, preços das commodities em queda e margens cada vez mais apertadas.

Agora, a realidade que tantos tentaram ocultar veio à tona de forma incontestável. O Banco do Brasil, maior financiador do agro no país, admitiu que a inadimplência do setor nunca foi tão alta em toda a sua história.
O resultado é uma queda de 60% no lucro e a mudança mais agressiva já vista na postura de cobrança: o banco que antes evitava executar garantias agora judicializa dívidas em massa.
Isso confirma o que venho dizendo há anos: não era pessimismo, era diagnóstico.
E quando essa constatação vem da instituição que sustenta o crédito rural, não estamos diante de um problema pontual — é um risco sistêmico para o agro e para a economia nacional.

Se nada for feito para devolver viabilidade ao produtor rural, veremos o colapso de milhares de propriedades, a retração do crédito e um efeito dominó capaz de comprometer a produção e a estabilidade econômica do Brasil.
Eu continuo firme no mesmo propósito: falar a verdade que muitos não têm coragem de dizer e apresentar soluções reais, porque o marketing do “agro de sucesso” já ruiu. E agora, o que restou foi a dura realidade.

O Banco do Brasil apenas colocou no balanço o que eu já vinha colocando na mesa há anos: a verdade que muitos tentaram esconder.




