Alerta de Soberania: China Assume o Controle de Infraestrutura Estratégica no Brasil

A recente aquisição de 70% da Vast Infraestrutura — responsável pela operação do terminal de petróleo do Porto do Açu (RJ) — pela estatal chinesa China Merchants Port (CMPort) representa um dos movimentos mais graves e estratégicos de avanço estrangeiro sobre ativos vitais da economia brasileira. O que está em jogo vai muito além de uma transação comercial. Estamos diante de uma entrega silenciosa de soberania nacional.

Alerta de Soberania: China Assume o Controle de Infraestrutura Estratégica no Brasil
Publicado em 12/06/2025 às 7:57
Por Celso Ricardo Ferreira – Consultor em Gestão Estratégica em Agronegócio, Escritor e Palestrante

A recente aquisição de 70% da Vast Infraestrutura — responsável pela operação do terminal de petróleo do Porto do Açu (RJ) — pela estatal chinesa China Merchants Port (CMPort) representa um dos movimentos mais graves e estratégicos de avanço estrangeiro sobre ativos vitais da economia brasileira. O que está em jogo vai muito além de uma transação comercial. Estamos diante de uma entrega silenciosa de soberania nacional.

O terminal adquirido é responsável por 30% das exportações brasileiras de petróleo e é o único da América do Sul capaz de receber navios VLCC (Very Large Crude Carriers – Navio de Transporte de Petróleo Bruto de Grande Porte.), com capacidade de escoar mais de 2 milhões de barris por embarque. Isso significa que parte expressiva da logística do pré-sal passa a ser controlada por uma empresa ligada diretamente ao Partido Comunista Chinês.

Esse não é um movimento isolado. A mesma estatal chinesa já detém o controle do terminal de contêineres de Paranaguá (PR), possui operações no Porto de Santos (SP) e planeja expansão no Maranhão. O padrão é claro: consolidação de uma malha logística e portuária chinesa em território nacional, com domínio sobre postos-chaves da saída de commodities estratégicas como petróleo, soja, carne e minérios.

A operação no Porto do Açu acende um alerta crítico por quatro motivos centrais:

  1. Infraestrutura estratégica nas mãos de um Estado estrangeiro: Ao contrário de empresas privadas, estatais chinesas atuam segundo objetivos geopolíticos e interesses estatais. Elas respondem diretamente ao governo chinês, o que transforma o ativo em uma extensão da política externa de Pequim.
  2. Risco à segurança e à autonomia operacional: Com o controle acionário, o Brasil perde governança sobre dados, decisões operacionais, capacidade de fiscalização e até sobre o fluxo de navios em uma das rotas mais sensíveis da sua matriz energética.
  3. Precedentes internacionais preocupantes: Casos como o do porto de Hambantota, no Sri Lanka — onde a China assumiu o controle após o país não conseguir honrar dívidas com Pequim — mostram como a diplomacia econômica chinesa pode se transformar em domínio territorial estratégico.
  4. Debilidade institucional brasileira: Falta uma política clara de regulação e blindagem sobre infraestrutura sensível. Em vez de definir limites e critérios para investimentos estrangeiros em setores estratégicos, o Brasil tem cedido seus ativos ao capital geopolítico chinês sem contrapartidas ou salvaguardas.

Não se trata de xenofobia ou protecionismo. Trata-se de planejamento estratégico, soberania e futuro nacional. A logística portuária é um ponto de controle sobre a produção, a exportação e o crescimento econômico do país. Quando esse controle está nas mãos de um governo estrangeiro, especialmente um que adota práticas expansionistas como o governo chinês, a autonomia do Brasil está sob risco direto.

A hora de reagir é agora. Precisamos rever imediatamente os marcos regulatórios para investimentos em infraestrutura crítica, fortalecer a presença estatal e nacional em ativos estratégicos e, acima de tudo, entender que o Brasil não pode ser apenas fornecedor de commodities: precisa ser dono do seu território, da sua logística e do seu destino.

Veja o aúdio do Ex presidente Bolsonaro comentando sobre a China assumindo o Controle de Infraestrutura Estratégica no Brasil: