Produtor Rural Brasileiro: O Custo da Sobrevivência em um País Sem Política Agrícola de Verdade
O produtor rural brasileiro está sendo empurrado para o colapso. A soma de fatores críticos tem destruído a viabilidade econômica e financeira da atividade no campo.


O produtor rural brasileiro está sendo empurrado para o colapso.
A soma de fatores críticos tem destruído a viabilidade econômica e financeira da atividade no campo. Não há como crescer, investir ou sequer produzir com dignidade quando:
• A Selic está em 14,75%, tornando o crédito proibitivo;
• O IOF tem previsão de 3,5%, encarecendo ainda mais o financiamento;
• O governo quer acabar com a isenção de IR nas LCA’s (+5%), o que desestimula investimentos no agro e pressiona o custo do dinheiro;
• Bancos privados dominarão o crédito do novo Plano Safra, porque o governo está sem recursos;
• Os juros bancários serão abusivos, somados a tarifas e exigências que afastam o produtor das linhas de crédito;
• O endividamento do setor cresce de forma alarmante, com recordes em pedidos de recuperação judicial;
• O preço das commodities cai, mas os custos de produção seguem disparando.

E quais são esses custos que uma propriedade rural carrega diariamente? Vamos falar de realidade:
🔹 Na Agricultura:
• Sementes, fertilizantes, defensivos, combustível, arrendamento, energia elétrica, depreciação de máquinas, mão de obra, logística, armazenagem, manutenção de infraestrutura, consultorias técnicas, seguro rural e taxas bancárias.
🔹 Na Pecuária:
• Ração, sal mineral, vacinas, medicamentos, mão de obra, pastagem, água, suplementação, manutenção de cercas e currais, fretes, reprodutores, energia, consultorias, assistência veterinária e impostos.
E ainda há a carga tributária brasileira — uma das mais pesadas do mundo.
PIS, COFINS, ICMS, ITR, INCRA, Funrural, contribuições sindicais, taxas estaduais e municipais. Um produtor chega a pagar até 30% a 35% da sua receita bruta em tributos e encargos diretos e indiretos.
Resultado?
Não sobra margem. Não há fôlego. Não existe segurança.
Estamos diante de um momento crítico.
Ou o Brasil trata o produtor rural com a dignidade e o suporte que ele merece, ou perderemos o motor da nossa economia.
Não existe produção sem crédito. Não existe crédito sem viabilidade. E não existe viabilidade com essa estrutura de custos e impostos que temos hoje.




