A VERDADE SOBRE A FISCALIZAÇÃO DA PROTEÍNA ANIMAL NO BRASIL

A VERDADE SOBRE A FISCALIZAÇÃO DA PROTEÍNA ANIMAL NO BRASIL
Publicado em 26/05/2025 às 9:57
Por Celso Ricardo Ferreira – Consultor em Gestão Estratégica em Agronegócio, Escritor e Palestrante

No Brasil, a fiscalização da produção de proteína animal é feita por três sistemas distintos:
✅ Serviço de Inspeção Federal (SIF)
✅ Serviço de Inspeção Estadual (SIE)
✅ Serviço de Inspeção Municipal (SIM)

Cada um possui normas próprias e diferentes abrangências, gerando divergências entre os sistemas e até mesmo dentro deles. Resultado? Insegurança e falta de padronização, enquanto o consumidor é um só!

O paradoxo:
Se aplicássemos rigorosamente a legislação atual, muitos frigoríficos fechariam as portas.
A lei é complexa, desatualizada e desalinhada.
Isso mostra a urgente necessidade de revisão e harmonização, garantindo segurança alimentar sem inviabilizar quem produz.
E a história já mostrou o risco!
Lembra da Operação Carne Fraca, em 2017?

Um escândalo que revelou diversas não conformidades dentro do próprio Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Foram identificadas fraudes, corrupção e flexibilização indevida na fiscalização de frigoríficos.
Ou seja: mesmo com a fiscalização oficial, graves falhas ocorreram.
Imagina agora, com os frigoríficos se autofiscalizando?

O que piora ainda mais:
A Lei nº 14.515/2022 criou os Programas de Autocontrole (PACs), transferindo para os próprios frigoríficos a responsabilidade primária pela fiscalização.

O MAPA segue supervisionando, mas…
Já há flexibilizações e divergências na fiscalização atual.
Com o autocontrole, o risco à segurança alimentar aumenta ainda mais!

Precisamos refletir:
A legislação é feita para ser seguida ou só serve no papel?
Quem garante a segurança do que comemos?
Estamos preparados para deixar a fiscalização nas mãos da própria indústria?

Quer entender mais? Veja:
Diferenças entre SIF, SIE e SIM
Comparação entre SISBI-POA e outros sistemas
Atualização 2024: Serviços de Inspeção de Produtos de Origem Animal no Brasil

A segurança alimentar não pode ser flexibilizada!
Basta de legislações que só servem no papel.
Precisamos de um sistema unificado, eficiente e seguro.

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