REFORMA AGRÁRIA NO BRASIL: DA PROMESSA DE JUSTIÇA AO MECANISMO DE INFLUÊNCIA POLÍTICA
A Reforma Agrária no Brasil se transformou, ao longo das décadas, de uma bandeira de justiça social em uma ferramenta de influência política e ideológica. A história do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) é marcada por uma narrativa amplamente difundida e romantizada, apresentada ao país como se fosse uma legítima luta pela terra. Mas, na minha visão, a realidade é muito mais complexa e obscura.


A Reforma Agrária no Brasil se transformou, ao longo das décadas, de uma bandeira de justiça social em uma ferramenta de influência política e ideológica. A história do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) é marcada por uma narrativa amplamente difundida e romantizada, apresentada ao país como se fosse uma legítima luta pela terra.
Mas, na minha visão, a realidade é muito mais complexa e obscura.

O FOCO REAL DO MST E DA REFORMA AGRÁRIA
Na minha opinião, não há interesse real na titulação das terras.
O que se observa é um projeto de poder, um mecanismo de manutenção de massa de manobra, composta por pessoas vulneráveis, utilizadas para justificar invasões, ocupações e ações no campo.
Por que não há interesse na titulação?
Porque o título confere autonomia ao assentado.
Com título, ele se transforma em proprietário, livre para investir, produzir, buscar crédito e prosperar.
Sem título, permanece dependente, muitas vezes refém de lideranças políticas, mantido na vulnerabilidade e na subordinação.

O PAPEL IDEOLÓGICO E LIMITADO DO INCRA
Na prática, o INCRA se converteu — na minha opinião — em um instrumento de atuação política e ideológica, afastando-se de sua função original de promoção da justiça fundiária.
Atua com um viés ideológico:
• Mantém famílias em lotes sem regularização, impossibilitando o pleno desenvolvimento.
• Interpreta a função social da propriedade de maneira frequentemente subjetiva, parcial e politizada.
O mais grave: o INCRA não possui e não deve possuir competência exclusiva para desapropriar terras produtivas.
Essa definição não pode ser tomada isoladamente por um órgão que, na minha visão, está carregado de ideologia e distante da realidade produtiva do campo.

O QUE DEFENDO?
A criação de uma Comissão Técnica Multissetorial, composta por:
• Representantes de produtores rurais;
• Especialistas em economia agropecuária;
• Técnicos em produtividade e sustentabilidade;
• Juristas especializados em direito agrário;
• Representantes do setor privado e da sociedade civil.
Somente essa comissão, com critérios técnicos, claros e objetivos, poderia definir, de forma justa e isenta, se uma propriedade cumpre ou não sua função social e, portanto, se pode ou não ser alvo de desapropriação.
A atual prática, baseada frequentemente em decisões subjetivas do INCRA, é preocupante e perigosa, pois ameaça a segurança jurídica no campo e coloca em risco milhões de hectares de produção eficiente.

A FALÁCIA DA DESAPROPRIAÇÃO DE TERRAS PRODUTIVAS
Não podemos mais permitir a desapropriação de terras produtivas com base em critérios ideológicos ou políticos.
O Brasil é hoje um dos maiores produtores mundiais de alimentos, graças à eficiência da produção rural, e não à reforma agrária.
A tentativa de fragilizar a segurança jurídica no campo, com ameaças de reforma agrária forçada, representa uma ameaça direta à economia, à produção e à soberania nacional.

OS NÚMEROS NÃO MENTEM: UM FRACASSO ANUNCIADO
Segundo dados oficiais, o movimento de reforma agrária no Brasil já recebeu mais de 88 milhões de hectares.
Desses, apenas 30% a 40% são produtivos.
Ou seja:
➡️ Cerca de 60% a 70% dessas terras estão improdutivas, abandonadas ou subutilizadas.
➡️ Milhões de hectares que poderiam gerar alimento, renda, emprego e desenvolvimento, mas que estão presos em uma rede de insegurança jurídica, má gestão e, muitas vezes, interesses políticos.
O RESULTADO:
✅ Produtores honestos perseguidos, sob o pretexto de “não cumprirem a função social”.
✅ Assentados mantidos dependentes, sem título, sem liberdade e sem perspectiva.
✅ Movimentos políticos fortalecidos, sustentando sua base sobre a vulnerabilidade humana.
✅ O Brasil refém da insegurança jurídica no campo.

A VERDADE QUE NÃO PODE SER ESCONDIDA:
O atual modelo de reforma agrária não visa a produtividade, nem a justiça social.
Na minha opinião, visa sim o controle político, a manutenção de massas dependentes e a preservação de uma estrutura fundiária desorganizada que alimenta interesses ideológicos e partidários.

O QUE PRECISAMOS?
✅ Garantir segurança jurídica ao produtor.
✅ Proibir a desapropriação de terras produtivas sem análise técnica independente.
✅ Criar uma comissão multissetorial para avaliação criteriosa da função social da terra.
✅ Exigir a titulação imediata aos assentados.
✅ Transformar a reforma agrária em um projeto de desenvolvimento, e não de ocupação política.
Esse é o meu posicionamento, com base na minha experiência como consultor e profundo observador do agronegócio brasileiro.




