CHEGOU A HORA DE APRESENTAR OS NÚMEROS: QUEM VAI DEFENDER O QUE O BRASIL PRECISA?


Por Celso Ricardo Ferreira – Consultor de Agronegócio, Palestrante e Escritor
Já são 38 artigos, circulando pelo Brasil inteiro, abordando de forma direta e sem rodeios os problemas estruturais que assolam o agronegócio brasileiro. Soluções estão sendo apresentadas e os gritos de alerta sobre a situação caótica e insustentável do setor, principalmente para os produtores rurais, já estão sendo ouvidos.
Mas agora, chegou a hora de mostrar o jogo. Se algum especialista, palestrante de renome, ex-ministro da Agricultura, professor universitário, membro da FPA, da CONAB, das federações ou qualquer autoridade no assunto acha que o que estou dizendo está errado, que se manifestem agora com números e dados concretos que refutem a realidade que estamos vivenciando no campo.
Estou cansado de ver EVENTOS QUE SÓ SERVEM PARA MASSAGEAR O EGO de alguns, agora, vamos apresentar fatos concretos e parar de enrolar e até mesmo enganar o Brasil com resultados maquiados e que só servem para enaltecer quem menos faz pelo nosso setor.
Estamos falando de:
• Custo de produção insustentável, que está matando a viabilidade do produtor rural.
• Oligopólios que dominam o mercado de grãos, carnes, fertilizantes e insumos, engolindo a margem do produtor.
• Endividamento crescente, com mais de 30% dos produtores rurais negativados.
• Falta de competitividade no mercado global, com o Brasil sendo dependente de uma única potência comercial — a China.
E o pior de tudo: o Brasil, um dos maiores produtores agrícolas do mundo, não consegue sequer ser competitivo internamente, porque não temos gestão pública que apoie o campo, não temos políticas estruturadas para reduzir custos e a falta de visão do governo e das entidades do setor só favorece quem já está no topo.
Onde estão os números que provam o contrário? Onde estão os dados que mostram que o modelo atual não está falido e sem saída? Onde estão as soluções concretas para a sobrevivência do produtor rural?
Eu desafio qualquer um desses especialistas ou autoridades que ainda acreditam que o agronegócio brasileiro está em boa forma, que apresentem dados e soluções que provem o contrário. Até agora, o que temos visto são ações vazias, falsos discursos e uma falta de compromisso com o verdadeiro problema: a sobrevivência do agro brasileiro.
Agora, não se trata mais de debate teórico. Estamos no meio da crise, e a urgência é real. Não temos mais tempo para conveniência política. Chega de tentar agradar os grandes players da indústria e ignorar o produtor rural, que é a base de tudo. O que está em jogo é a nossa soberania alimentar.
A responsabilidade está em quem detém o poder para mudar essa realidade. Então, a pergunta é: onde estão os dados que provam que o que estamos dizendo está errado? A hora de agir é agora.

Cadê os Eventos que Falam a Verdade Sobre o Agronegócio Brasileiro?
Por Celso Ricardo Ferreira – Consultor de Agronegócio, Palestrante e Escritor
No Brasil, não existe um único evento de grande alcance que trate com seriedade e profundidade o que de fato está acontecendo com o agronegócio. O que temos são palcos montados para massagear o ego de alguns poucos, para aplaudir cases isolados e camuflar uma realidade dura que sufoca a base produtiva do país. 🔹 Onde estão os debates sobre o endividamento em massa dos produtores?
🔹 Quem está falando, de forma transparente, sobre os oligopólios que esmagam margens e controlam o mercado?
🔹 Cadê os números que mostram a falta de viabilidade econômica, a falência do crédito rural e os custos de produção impraticáveis? A verdade é que muitos têm medo de expor o que está errado, medo de romper com os interesses instalados. Preferem manter tudo sob um véu de “sucesso”, vendendo ao Brasil e ao mundo a imagem de um agro que não representa a maioria dos produtores. Os eventos se transformaram em vitrines para meia dúzia de cases, quase sempre ligados a grandes corporações, usados para alimentar a narrativa de que “estamos indo bem”. Mas o produtor que está no campo, no dia a dia, sabe: isso é mentira. O Brasil precisa de eventos sérios, técnicos, comprometidos com a verdade e com a transformação do setor. Eventos que não fujam da realidade e que não tenham medo de tocar onde dói. Porque só quando tivermos a coragem de discutir os problemas de frente, com dados, propostas e ação, é que vamos virar essa página.
Se começarmos a tratar o setor com responsabilidade e respeito, com planejamento, gestão e foco na viabilidade da cadeia produtiva, o Brasil pode mudar os rumos da produção de alimentos no mundo.
Mas para isso, precisamos parar de maquiar a crise e começar a enfrentar a verdade.
Chega de aplausos vazios. O agro precisa de atitude, verdade e transformação.





