O mundo em crise: fiquemos preparados!

Iniciando nosso artigo semanal, refletindo sobre o Brasil. E se o atual presidente do Brasil não tivesse ganho a eleição de 2022? O que estaríamos fazendo? Como estaríamos hoje? Onde estaríamos em 2025? Por exemplo, como os moradores do Rio Grande do Sul, estariam vivendo? Como salvação e sobrevivência dessas pessoas estariam sendo assistidas? O que está acontecendo no mundo hoje não é apenas uma guerra econômica, comercial ou de mercados. É muito mais grave.

O mundo em crise: fiquemos preparados!
Publicado em 02/06/2025 às 10:50

Iniciando nosso artigo semanal, refletindo sobre o Brasil. E se o atual presidente do Brasil não tivesse ganho a eleição de 2022? O que estaríamos fazendo? Como estaríamos hoje? Onde estaríamos em 2025? Por exemplo, como os moradores do Rio Grande do Sul, estariam vivendo? Como salvação e sobrevivência dessas pessoas estariam sendo assistidas? O que está acontecendo no mundo hoje não é apenas uma guerra econômica, comercial ou de mercados. É muito mais grave.

Que tempos realmente vivemos! Será que realmente o mundo e a humanidade enlouqueceram? Mesmo para quem faz sucessivas análises de conjuntura há décadas, está mais do que difícil entender e explicar. E, principalmente, saber o que vai ser realmente do futuro e do que vai acontecer no curto, no médio e no longo prazo! Será que tem alguém que sabe nesse mundo? 

E quais são os cenários possíveis ou prováveis para o próximo período e conjuntura?

Vamos começar analisando um cenário mais provável: A guerra comercial e de mercados que se desenrola, tende cada vea mais agravar-se e tornar-se muito mais complexa, sem ninguém, mesmo os analistas mais artutos saberem seu resultado final. Quais serão os vencedores e perdedores no final. Mas sabem, todas e todos: serão seus vencedores os mais ricos do mundo e, os perdedores serão obviamente os trabalhadores e trabalhadoras do mundo inteiro, assim como os mais pobres entre os pobres de todos os países e continentes. E o crime organizado e a violência de todos os tipos tendem cada vez mais se agravar todos os dias, especialmente nas favelas e periferias.

Em um cenário não impossível de acontecer: O desfecho pode ser uma guerra mundial, que pode ser nuclear, ainda mais no contexto das guerras já em andamento, para as quais não se vê solução imediata, menos ainda no atual mundo conturbado e na atual conjuntura internacional a quais estamos presenciando e vivendo. 

E um cenário pouco provável de vir acontece: Há a possibilidade, além da urgência, de articulação e negociação para a paz mundial, envolvendo as guerras em curso, o cuidado com a Casa Comum, a crise climática e a guerra dos mercados capitalistas. Os dois articuladores dessa possibilidade e cenário são o hoje o Papa Leão XIV, tendo credibilidade e capacidade de dialogar com as nações envolvidas e, com a América Latina, Caribe e América do Norte, ter o Presidente Donald Trump, com o papel de protagonista e de liderança, para resolver a atual conjuntura brasileira.

Qual é a correlação de forças nos tempos atuais? Também é difícil dizer, analisar e interpretar. Está quase em tudo aberto. Tudo e qualquer coisa pode acontecer. Não há um líder, não há articulação política que dê certezas e/ou garantias.

Os Estados Unidos da América (EUA)? Seu governo, com o Presidente Donald Trump, de direita, neoliberal econômico de grau maior, e está disposto a tudo, contra tudo e contra todos. Tentando mostrar ao mundo que ainda é a maior potencia mundial.

A União europeia ainda está perdida, procurar saber o que pode fazer, tendo vitórias internas e crescimento da direita e extrema-direita em vários países, porém a procura de uma liderança capaz de diálogo e articulação política, num tempo em que isso seria mais do que necessário e urgente. 

A China, na sua experiência milenar, está tentando se aproveitar da situação. Mas é difícil, apesar de toda sua força econômica e política, junto com sua enorme população, conseguir dar, quase sozinha, um rumo para o mundo. Porém se aproveitando dos países de terceiro mundo, como o Brasil para interferir na conjuntura politica, comercial, industrial.

A Organização das Nações Unidas (ONU) hoje é quase de total incapacidade de liderança, ao contrário de outros tempos cruciais na humanidade.

Assim, é difícil falar em correlação de forças mundial. Quem manda, quem decide, quem é capaz de dar uma palavra decisiva? 

Há ainda o Terceiro Mundo e suas articulações, como os Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o Mercado Comum do Sul (Mercosul). Mas têm hoje pouca condição dizer sim ou não, ter influência real e concreta, com políticas de paz, diálogo e defesa da democracia. No meio de tudo, talvez só haja uma possibilidade, remota é verdade, ou notícia boa. Os EUA, sempre xerifes do mundo, ao final, serão “obrigados” a negociar saídas, ou perderão poder.

Portanto: Estamos caminhando para onde? Quais serão as possibilidades? Porém, devemos ser otimistas. Devemos buscar alternativas e homens que surjam para construir um futuro com esperança, pelo menos no curto prazo. O Mundo hoje está carente de homens que trabalhem pelo bem da humanidade. Daí, Preparemo-nos!

Carlos Nepomuceno, Administrador Jornal Paraipaba

Imagem: Internet – Fonte: BDF