Editorial e Charge

EDITORIAL: Governo fechou 2024 com rombo de R$ 43 bilhões
Vamos iniciar fazendo logo uma analise dessa frase: “Apesar de negativo, o resultado ficou dentro da tolerância da meta fiscal. A arrecadação bateu recorde, mas os gastos foram maiores”. Como pode um governo que recebeu no inicio de 2023 uma economia enxuta e ao final de 2024 apresentar um rombo exorbitante.
E, ainda, fala em uma meta que era zerar o rombo das contas públicas, mas a regra fiscal estabelece uma tolerância: o governo pode ter um déficit de até R$28 bilhões e R$800 milhões. E o governo ainda tem a cara de pau de dizer que algumas despesas extraordinárias foram excluídas do cálculo da meta, como: as enchentes no Rio Grande do Sul, incêndios no Pantanal e na Amazônia, e créditos para o Judiciário e o Conselho Nacional do Ministério Público. E, por que esses créditos para o Judiciário e o Conselho Nacional do Ministério Público, não foram cortados?
E, retirando esses gastos, o déficit de 2024 ficou em R$ 11 bilhões, o equivalente a 0,09% do Produto Interno Bruto – o conjunto de todos os bens e serviços produzidos pelo país em um determinado período. Portanto, segundo o Tesouro Nacional, o governo conseguiu cumprir a meta. Mas, onde o governo conseguiu bater a meta? Para um simples entendedor, bater meta, constitui quando temos um superávit, não um déficit!
E o presidente vem a publico dizer que tem responsabilidade com as contas e que é muito importante para o governo, porem se depender dele, não vai adotar novas medidas para conter os gastos. E afirmou: “Não tem outra medida fiscal. Veja, se se apresentar durante o ano a necessidade de fazer alguma coisa, nós vamos reunir o governo e discutir. Mas eu posso te dizer que, se depender de mim, não tem outra medida fiscal”, disse Lula.
O governo diz que segue trabalhando para em 2025 atingir uma meta de déficit zero. E para 2026, a meta prevista é ter um superávit de 0,25% do PIB, gastando menos do que arrecada. Para isso, economistas afirmam que o governo vai ter que controlar mais os gastos. Dai, como acreditar que o governo deseja atingir uma meta de déficit zero, se o presidente vem a público e diz não ter nenhuma medida fiscal?
A grande questão é que para estabilizar a dívida no Brasil, o governo precisa de ter um resultado primário que se equilibre mais rapidamente e que se possa gerar resultados primários positivos que são os chamados superávits e isso ainda demora um pouco. Porém o ideal é que isso fosse o mais rápido possível para poder equilibrar a dívida pública, porque a dívida pública cresceu e muito no ano de 2024 e, ela vai continuar a crescer em 2025. Então mesmo com resultado primário com a meta tendo sido alcançada em 2024, como diz o governo, que é a notícia que o governo passa para a população brasileira, a dívida ainda tende a crescer e muito.
Então, é de vital importância que o governo procure equilibrar mais rapidamente esses fluxos de resultado primário.
Somente no Brasil isso acontece e a população brasileira assiste calada e ordeiramente. Precisamos mudar o Brasil e defender as famílias de hoje e do futuro.
Acorda Brasil

Charge

4ª parte da história do Tesouro do Antepassado Pirata dos Irmãos Gêmeos & Cia de Lucas Miragem, @miragemlucas.cartunista – Santo Antônio da Patrulha/RS



