A COPA, A BOLA E A BATERIA DA BOLA

A COPA, A BOLA E A BATERIA DA BOLA
Publicado em 09/06/2026 às 15:40

Torcedor, seja muito bem-vindo à newsletter especial do Lance! para a Copa do Mundo de 2026.

Nas próximas semanas, o maior e mais prestigiado evento esportivo do planeta estará no centro das atenções, reunindo bilhões de torcedores ao redor do mundo. E, como não poderia ser diferente, o JP estará divulgando Lance a Lance! entrando definitivamente em clima de Mundial.

Entre hoje e o dia 20/07, nosso boletim de notícias ganha uma edição especial: o Lance a Lance! Diário da Copa. A nossa proposta é entregar informação de forma rápida, organizada e relevante, mas agora com foco nos acontecimentos que movimentam o torneio.

A Seleção Brasileira terá um espaço especial em todas as edições. Acompanhando a Amarelinha diretamente do país-sede, traremos informações, repercussões e conteúdos exclusivos sobre a caminhada do Brasil em busca do hexacampeonato.

E, claro, não faltarão enquetes para que você possa dar seus palpites, porque toda Copa transforma milhões de brasileiros em técnicos da Seleção.

Aproveite também para sempre deixar sua opinião ao final de cada edição, com comentários, críticas e sugestões. Sua participação é fundamental para construirmos uma cobertura cada vez melhor.

Na Copa, com o Brasil em cada Lance do JP! 

(Foto: Divulgação/adidas)

Copa do Mundo 2026: carga de emoções e carga na bola

VOCÊ VIU O CARREGADOR DA TRIONDA POR AÍ? Quando a bola rolar na Copa do Mundo de 2026, ela não será apenas o objeto mais importante em campo. A nova Trionda, desenvolvida pela Adidas, funcionará como uma verdadeira central de dados, equipada com sensores capazes de registrar movimentos 500 vezes por segundo e enviar informações em tempo real para o VAR.  

Sim, a bola precisa até ser recarregada antes das partidas. Dentro dela, um sensor monitora aceleraçãovelocidadedireção cada toque realizado pelos jogadores. Tudo isso é integrado às 16 câmeras espalhadas pelo estádio e aos sistemas de inteligência artificial utilizados pela FIFA para auxiliar a arbitragem.

Hoje, a tecnologia ajuda a identificar o instante exato de um passe, confirmar desvios quase imperceptíveis e acelerar a análise de impedimentos. Mas essa transformação não aconteceu da noite para o dia.

Do couro ao chip: a evolução da bola da Copa

Durante décadas, as bolas das Copas eram apenas bolas. Feitas de couro pesado, absorviam água, mudavam de comportamento durante a chuva e, em alguns casos, chegavam a representar um risco físico para os jogadores. A revolução começou em 1970, quando a Telstar inaugurou a era das bolas padronizadas e tecnologicamente desenvolvidas.

(Foto: FIFA)

Ao longo dos anos, surgiram modelos que marcaram época. Algumas ficaram famosas pela estabilidade, outras pelas críticas. Nenhuma, porém, gerou tanta polêmica quanto a Jabulani, utilizada na Copa de 2010, na África do Sul.

Com apenas 8 gomos e uma superfície extremamente lisa, a bola apresentava trajetórias imprevisíveis. Goleiros reclamavam constantemente de chutes que mudavam de direção no meio do caminho, transformando a Jabulani em uma das protagonistas daquele Mundial.

Mas o maior problema da Copa de 2010 não estava exatamente na bola. Estava na falta de tecnologia para interpretar o que acontecia com ela.

Nas oitavas de final, entre Inglaterra e Alemanha, Frank Lampard acertou um chute que bateu no travessão e entrou claramente no gol antes de quicar para fora. O árbitro uruguaio Jorge Larrionda não validou o lance, mesmo diante das imagens que mostravam a bola ultrapassando a linha com folga. Relembre no vídeo abaixo:

https://twitter.com/GTXShrestha13/status/2062391449057214872/video/1

O erro se tornou um dos mais emblemáticos da história recente do futebol. A Inglaterra acabou eliminada, e a pressão por soluções tecnológicas ganhou força dentro da FIFA.

A resposta veio 4 anos depois. Na Copa de 2014, no Brasil, a entidade implementou pela primeira vez a Goal-Line Technology, sistema capaz de detectar automaticamente quando a bola ultrapassa totalmente a linha do gol e enviar um alerta instantâneo ao relógio do árbitro.

Curiosamente, o mesmo Mundial apresentou outra evolução importante. A Brazuca foi desenvolvida após extensos testes com jogadores e mostrou que a tecnologia poderia melhorar não apenas a arbitragem, mas também o desempenho da própria bola dentro de campo.

Desde então, a evolução acelerou. Em 2022, a Al Rihla passou a utilizar sensores internos para alimentar o sistema de impedimento semiautomático. Pela primeira vez, a bola deixou de ser apenas observada pelas câmeras e passou a produzir seus próprios dados.

Agora, em 2026, a Trionda leva esse conceito ao limite. O que antes era um simples objeto de couro se tornou um equipamento inteligente, conectado ao VAR, à inteligência artificial e aos sistemas de monitoramento da FIFA.

A história das bolas da Copa acompanha, de certa forma, a própria evolução do futebol. Da Telstar criada para aparecer melhor na televisão à Trionda que conversa com computadores em tempo real, a tecnologia transformou completamente a relação entre a bola, os árbitros e o jogo.

A tecnologia da bola conectada já é utilizada nos principais torneios organizados pela Fifa, como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo Feminina, a Copa do Mundo de Clubes, a Copa dos Campeões Feminina e a Copa Intercontinental. Além de auxiliar a arbitragem, os dados gerados pelo sistema também são utilizados em transmissões e animações tridimensionais, permitindo que os torcedores acompanhem os lances com um nível maior de detalhamento e compreensão.

Além de carregar as nossas baterias para a Copa do Mundo, agora também temos que carregar a bola… só que, ao invés dos pés, na tomada.

Trionda é a Bola da Copa do Mundo 2026; Homenagem aos países anfitriões (Foto: Reprodução/Adidas)
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