O Brasil de hoje e o que se espera após 2026

Existem momentos na história de um país que o abismo enfatiza uma instabilidade política, econômica ou social, ou ainda o perigo de um colapso iminente. Podemos definir que: "O abismo da crise parece cada vez mais próximo", ou "Estamos à beira do precipício, com um futuro incerto".

O Brasil de hoje e o que se espera após 2026
Publicado em 06/07/2025 às 11:42

Existem momentos na história de um país que o abismo enfatiza uma instabilidade política, econômica ou social, ou ainda o perigo de um colapso iminente. Podemos definir que: “O abismo da crise parece cada vez mais próximo”, ou “Estamos à beira do precipício, com um futuro incerto”.

O Brasil de hoje, está estagnado a beira do precipício esperando um empurrão para cair nele, ou então, quem sabe, aguardando um salvador para tirar o país desse caos que se encontra.

O país está à beira de um colapso político, social, econômico, jurídico.  O futuro do país hoje é incerto e assustador.

A polarização política está dividindo a nação. O governo é incapaz de lidar com a situação. A crise política ameaça levar o país ao caos. O país está à beira de um colapso político.

Enquanto o país engole mais da metade do que se produz, oferecem cada vez menos em contrapartida, com hospitais em ruínas, escolas precárias, estradas que se dissolvem sob a primeira chuva forte.     

A população está perdendo a esperança no futuro. Vejamos o caso do INSS, onde o governo  deveria garantir dignidade a quem trabalhou a vida inteira, agora agoniza. As filas são intermináveis, os processos emperram, enquanto escândalos se acumulam: pensões desviadas, benefícios saqueados por quadrilhas que operam sob as barbas de uma burocracia indiferente.                              Para o aposentado, resta a humilhação de ter descontado por décadas e, ao final, mendigar por simples migalhas.          

A violência está fora de controle, a desigualdade social é gritante, a polarização social está aumentando a cada dia

O governo, que deveria ser democrático e laico, hoje protagoniza com regimes autoritários pelo  mundo afora, bajulando ditaduras de extrema esquerda, silenciando sobre prisões políticas, enquanto posa de paladino dos direitos humanos em discursos internacionais, sendo uma vergonha mundo afora e deixando o Brasil desmoralizado perante as grandes nações.

A economia que antes era celebrada como o motor da nossa promessa de grandeza, hoje estar a patinar. O que a pouco tempo atrás estava sendo promessa de “o país do futuro” tornou-se nos dias de hoje, “o país da dívida impagável”, da carga tributária obscena, do desemprego velado sob a forma de subempregos humilhantes. Com uma economia está à beira do colapso emergente. Onde a inflação está corroendo o poder de compra da população a cada dia. Com o desemprego atingindo níveis alarmantes, só o governo que não vê. O país está endividado e não consegue pagar suas contas.   

Vejamos na agricultura, o agronegócio, é quem ainda está a sustentar o PIB, pagando as contas, gerando empregos e alimentando o mundo afora, porém, está virando alvo de cerco. As invasões de terras, a destruição de pesquisa genética, o bloqueio de estradas, tudo sob o olhar complacente de um governo que incentiva movimentos que, na prática, buscam minar o setor mais eficiente da economia nacional. É como está serrando o único galho em que ainda estamos sentados.                                                                                                             

Uma obsolescência que, na prática, faz do Brasil um gigante de papel, incapaz de proteger suas próprias fronteiras, seu território marítimo, suas riquezas estratégicas.                                          

Temos as Forças Armadas, a qual deveria simbolizar a soberania e a dissuasão, sobrevivem com sucatas. Blindados que não blindam e aviões que não voam, marinheiros em navios que não navegam.                                                                                  

A Constituição que, por sua vez, virou um monumento de palavras bonitas – muitas delas mortas, abandonadas. É rasgada pela censura institucionalizada: onde um Supremo Tribunal Federal que, outrora era guardião das liberdades, agora redefine o que pode ser dito, pensado ou publicado, transformando discordância em crime.

O país está à beira de um colapso social e econômico. Onde nos dias de hoje, o futuro do país está incerto e assustador. Estamos à beira do precipício, sem saber realmente o que nos espera. O abismo da crise está a cada dia mais próximo.

Diante desse quadro apresentado e obscuro, fica uma pergunta que é fatal ou inalterável: Quem dará o empurrão para mudar esse apocalipse?

Quem será que despertará essa nação que assiste, anestesiada, à própria implosão? Quem será que redescobrirá o valor da República, a força de uma democracia real, não de fachada, a urgência de uma liderança que não seja cúmplice dos saqueadores que ai está?                                      

Precisar-se-á de  uma força que lembre aos governantes que seu poder não é absoluto, que há limites constitucionais, que há uma nação inteira acima de suas ambições.                                      

O empurrão que falta, no fim das contas, é o mais difícil de todos: o da consciência coletiva.                                                             

A de que o país só irá se redemocratizar, de fato, quando cada cidadão entender que democracia não é apertar um botão na urna de quatro em quatro anos, mas fiscalizar, exigir, questionar, boicotar o que destrói e apoiar o que constrói.                                               

O empurrão para mudar o Brasil a partir das eleições de 2026 que, falta dificilmente virá de dentro do sistema político o qual está apodrecido, viciado em suas chantagens, cargos e negociatas. Também não surgirá de uma elite econômica acuada, que prefere emigrar o capital em silêncio a enfrentar o monstro que ajudou a criar.

Será preciso que surjam novos líderes progressistas, não no sentido de slogans vazios, mas progressistas de verdade que, avancem com educação, que modernizem a economia, que defendam a liberdade de expressão, respeitem o setor produtivo, preservem o ambiente sem destruir quem planta.

O Brasil precisa de líderes e que não se esqueçam de onde vieram, como de bairros sem saneamento, de famílias saqueadas pela inflação, de aposentados humilhados, de jovens sem perspectiva de futuro. Das redes produtivas, do agro que se organizem para se defender com inteligência, da indústria que se recusa a ser engolida pela burocracia. E, por que não, das Forças Armadas que, mesmo sucateadas, ainda são depositárias de um simbolismo de ordem que o povo, no fundo, não quer perder as esperanças.

A situação é desesperadora. Para muitos não há mais esperança.  Da situação atual o país está em ruínas.

A única saída é uma mudança radical, onde não deve ser das poltronas estofadas de Brasília, o que será preciso para mudar após 2026, terá que nascer diferentemente do atual cenário que vivemos. Precisa surgir o empurrão que está a faltar. Se é que ainda há tempo de surgir o salvador da Pátria?..                                                               

Carlos Nepomuceno, Administrador de Empresas e Diretor do Jornal Paraipaba