O Normal da República Brasileira em 2024/2025


O Brasil está vivenciando um período de intensa turbulência política, com uma crise emergindo a cada 24 horas. Em uma análise detalhada do cenário atual se destaca a complexidade das relações entre os poderes e as divisões ideológicas que permeiam a sociedade brasileira. O país enfrenta um processo consistente de crise política e institucional desde os anos de 2013. Eu acredito que existe gente por aí, pelo menos desde os anos de 2913, em um processo consistente de crise política institucional que, envolve no seu pano de fundo, a divisão do país em dois grandes grupos.
A divisão ideológica e o embate entre poderes, identificam dois grupos principais nessa divisão: um que busca preservar a compreensão das prerrogativas da Constituição dev1988 e outro que acredita na necessidade de reformular os elementos que balizam a política brasileira desde então. Essa polarização tem alimentados conflitos constantes entre diferentes esferas de poder. O embate entre o legislativo e judiciário é apontado como um elemento fundamental nesse processo de crises sucessivas. Podemos destacar que o poder legislativo tem ampliado seu controle sobre o orçamento público, sem necessariamente ser responsabilizado por eventuais mau uso dos recursos.
A transparência e uso de emendas impositivas, constituem em um dos pontos centrais da atual crise política, a qual gira em torno da transparência e do uso de emendas impositivas. Pode ressaltar que, embora o mérito da questão seja a transparência, o cerne da disputa política é sobre quem exerce poder sobre quem. Daí, concluí que o “Normal da República Brasileira em 2024/2025” é a ocorrência de uma crise a cada ciclo de 24 horas, refletindo a instabilidade e a complexidade do cenário político atual. Essa dinâmica de crises constantes representa um desafio significativo para a governabilidade e para o desenvolvimento de políticas públicas efetivas no país.

O crescente desencontro entre o retrato da sociedade brasileira e a representação política no país vem incrementando a percepção contida na fala que já viralizou há muito: “A política não me representa” – e com graves consequências. Essa é uma situação dramática para a democracia. Isso porque as instituições republicanas se legitimamente na sociedade. Outro efeito nefasto desse desencontro é o crescimento do desapreço da política, especialmente entre os mais jovens. Nas prioridades da juventude, a participação política, importante atividade humana está num horizonte distante. O resultado é que o universo político-partidário se torna cada vez mais reduto de poucos, de grupos corporativos, privados e públicos e de tradicionais redutos oligárquicos e familiares. Há décadas, o país atravessa um deserto na construção de líderes que representam a nossa diversidade e que também inspirem, pautem e ensejem o novo, a inovação e a vanguarda em termos socioeconômicos e político-culturais. De maneira equivocada, o Brasil vem perseguindo a identificação de “salvadores da pátria” na escolha do ocupante do cargo máximo do Executivo. Agravando está situação, o país tem prestado pouca atenção às escolhas para o Congresso Nacional. Um legislativo mais qualificado e menos fisiológico poderá fazer um enorme serviço ao país.
Para elevar o nível de nossas representações políticas em geral, é fundamental que novas lideranças se constituam, tenham boa formação e estejam capacitadas a operar com os desafios e os propósitos da vida pública, estejam habilitadas a debater idéias, conviver com a diferença, negociar e construir maiorias benéficas.
Os líderes precisam ter a competência de somar à racionalidade a dimensão emocional da existência. Sentimentos também fazem parte do repertório humano na formulação de suas ideias, opiniões, posicionamentos e decisões. É preciso saber falar com a razão e tocar com a emoção.
A Arte de pensar as mudanças necessárias e torná-las mais efetivas. Onde a definitiva conceituação do que seja a política, considerando que as civilizações constituem de um projeto em constante movimento permanentemente desafiado pela conjuntura socioeconômica, tecnológica e político-cultural.
Certamente, será preciso vários e igualmente relevantes caminhos no mapa que pode colocar o país nos trilhos do desenvolvimento socioeconômico inclusivo e sustentável, mas, sem rompermos com a tradição que sustenta a atual representação política no Brasil, não avançaremos sólida e significativamente no projeto de um novo início tão urgente a nossa nação.
Muito pelo contrário. O que faremos é manter o processo corrosivo que vem minando os ideais e as institucionalidades democrático-republicanas entre nós?
Para nós desviarmos dessa rota suicida a qual estamos vivendo como nação livre, um passo crucial é criar meios para que a representação política nacional represente o Brasil de verdade com toda sua diversidade.
Adm. Carlos Nepomuceno Jornal Paraipaba
Charge de Domingo

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