Pelo fim do político profissional e Charge da Semana


A cada dia nos deparamos com os escândalos e os desvios de maus políticos na politica brasileira

A começar pela corrupção no Brasil que afeta diretamente o bem-estar dos cidadãos ao diminuir os investimentos públicos na saúde, na educação, em infraestrutura, segurança, habitação, entre outros direitos essenciais à vida, e fere a Constituição ao ampliar a exclusão social e a desigualdade econômica.

Hoje existe certo consenso sobre os efeitos negativos da corrupção, pois ela desestabiliza a economia, aumentando o risco da atividade econômica e elevando os custos de produção, o que reflete numa diminuição do investimento e, consequentemente, diminuição do crescimento de uma economia.
A atitude mais eficiente para se combater a corrupção e a fraude no serviço público é por meio das atividades de prevenção, especialmente as voltadas à transparência pública, que lançam mão do controle social para fiscalizar o gasto e os resultados da gestão pública, representando o melhor custo-benefício.
Porém para que isso possa acontecer se entende ser preciso promover uma profunda reforma política no país, a começar impedindo que o político faça da política sua eterna profissão.

Desejamos que o político seja um bom e honrado servidor público, mas que não se perpetue nos cargos eletivos, criando raízes com o nepotismo, patrimonialismo, fisiologismo, clientelismo e a corrupção. Que a política não seja um processo viciante, que se degenera com o tempo, em razão dos seus abomináveis vícios.
O pessimismo constitui um dever cívico. E, sem uma profunda reforma política não há como não ser pessimista (realista) em relação ao nosso futuro. A corrupção na política brasileira virou esgoto a céu aberto, porque voltaram novamente, as empresas que financiam os políticos (empreiteiras, construtoras, bancos etc.) não fazem “doações”, sim, “investimentos”. Isso já vem acontecendo a muito mais de 30 anos.

Estamos já as portas de uma nova eleição, pode se dizer, porque já se falam em candidatos aos cargos majoritários, executivos e legislativos. Dai ser necessário o povo brasileiro lutar pela não reeleição dos políticos, onde constituiria um freio contundente ao agravamento do quadro de degeneração, vulgaridade e imoralidade, que marca incontáveis carreiras políticas decrepitas e desprezíveis.
Pensando que para que isso aconteça, é preciso fazer uma assepsia na politica brasileira, começando primeiro: pelo fim de reeleição para todos os cargos públicos eletivos, segundo: pela proibição de que seus parentes sejam seus sucessores imediatos, terceiro: pela possibilidade do “recall”, que permite destituir o político do cargo eletivo, antes do final do mandato, quando se trata de um desonesto ou incompetente.

O momento não é mais só o de criticar, porém de agir. Todo organismo sadio tem que se livrar das suas partes necrosadas. Uma sociedade próspera tem que censurar, limitar e isolar suas partes daninhas. Nenhuma nação tem prosperidade enquanto governada por pessoas despreparadas e degeneradas, que querem se perpetuar no poder apenas para manter suas mordomias e privilégios.

A população brasileira precisa se mobilizar para proibir a reeleição e permitir o “recall”. Isso significa participar da vida pública do nosso país de forma responsável e, ao mesmo tempo, não ser um idiotés que, para os velhos gregos, era quem não tomava parte na vida da cidade (da polis).
Não podemos mais nos omitir, sob pena de não mais sairmos nunca do atoleiro degenerado, desencantado e desesperançado em que nos encontramos. A hora é agora!
Adm, Carlos Nepomuceno Jornal Paraipaba
Charge da Semana


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