3 DÉCADAS POR TRÁS DAS LENTES NA ALECE


O Jornal Paraipaba, hoje trás uma matéria publicada domingo (7) no Jornal O Povo, na sua inegra, com um fotografo, o qual está presente em todos os Encontro do Terço dos Homens realizados no mês em nosso município. Trata-se de Paulo Roberto Rocha da Silva, o Paulo Rocha, fotojornalista que atua há mais tempo na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.

Muitas pessoas já devem ter visto o Plenário da Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) ou os rostos dos parlamentares que a compõem apenas por fotos. Porém, poucos devem conhecer os profissionais por trás das lentes que registram o dia a dia da Casa Legislativa.
Um deles é Paulo Roberto Rocha da Silva, o Paulo Rocha, fotojornalista que atua há mais tempo na Assembleia. Com 60 anos de idade, Paulo completa mais de três décadas trabalhando na Casa. Apesar de tanto tempo na Alece, o profissional iniciou na fotografia muito antes disso, passando por redações jornalísticas, inclusive pelo O POVO, além de órgãos públicos como o Tribunal de Justiça do Ceará, o Tribunal de Contas do Ceará e o Tribunal Regional do Trabalho, e até campanhas eleitorais, como a
do ex-governador Adauto Bezerra, em 1986.
Em conversa com o O POVO, Paulo contou sobre a sua trajetória, detalhou a rotina na Assembleia e compartilhou os momentos mais marcantes na profissão.
O POVO – Como o senhor entrou para o fotojornalismo?
Paulo Rocha – Comecei a minha trajetória no meio da fotografia em 1981, fim de 1981 para começo de 1982. Comecei no O POVO, no laboratório. Meu pai era motorista do jornal e, na época, ele me falou que tinha uma vaga para o laboratório. Eu estava terminando meu primeiro grau ainda e fui para o jornal para poder começar a aprender de tudo. Eu não sabia nada de fotografia. Cheguei lá, o pessoal disse:
“Olha, você tem 15 dias para aprender alguma coisa, porque o rapaz vai sair”. Então, eu comecei, tive boas orientações. Passei 15 dias, o rapaz desistiu de sair. Mais ou menos, um mês depois, ele resolveu sair do jornal. Aí, eu entrei como efetivo no laboratório. Foi uma coisa assim meio sem querer, vamos dizer. Graças a Deus, aprendi rápido. Passei o tempo no laboratório e os fotógrafos da época me Incentivaram muito para fotografar e me ensinaram muita coisa de fotografia. Fui pegando o gosto
e continuei na carreira de fotógrafo.
OP – Aprendeu mais na prática?
Paulo – Muito. Praticamente, fiz tudo na prática. Depois de 10, 15 anos de profissão, fui fazer alguns cursos para aprender mais alguma coisa, mas no começo foi bem na prática, mesmo. O fotojornalismo é muito assim, você aprende mais na prática do
que na teoria. Tudo muda na rua. A luz muda, você nem imagina que vai acontecer uma cena, um Assalto, uma briga, qualquer coisa que acontece no dia a dia. Não está esperando aquilo. E quando vai fazer futebol ou vai fazer algum esporte também é bem diferente. Tem que ter muita rapidez no que faz,
tem que ter muito cuidado para não perder o flagrante.
OP – Algum episódio muito marcante de que o senhor se lembra e aconteceu durante esses anos de profissão?
Paulo – De coisas tristes que eu vi, foi gente morta em acidente. Teve também uma vez em que eu fui fazer umas fotos e fiquei no meio de um tiroteio. Os caras trocando tiros com a Polícia. Essas confusões a gente não tem como evitar. Às vezes, você vai, chega para fazer uma foto e, de repente, por exemplo, [tem] aquelas brigas em que a Polícia joga gás lacrimogêneo. Às vezes, ficava encurralado, não tinha como correr e levava pedrada, tiro de borracha. Já [cobri] posse de presidente da Assembleia, de
governador, muitas. A Copa do Mundo em 2014 que teve aqui no Brasil, finais de campeonato. Tiveram
coisas bonitas também nesses anos todos, claro. Eu fotografei o nascimento dos meus filhos. Para mim, foi muito marcante também. Nem só de coisas ruins, a gente faz muita coisa boa.
OP – O senhor atuou em diferentes redações jornalísticas e outros órgãos. Como foi passar por tantos lugares e ter diferentes olhares?
Paulo – O jornal é uma escola em que você aprende tudo. Você aprende todo tipo de fotografia dentro da redação, tanto sociedade, como fotojornalismo, como fotorevista.
OP – Quais mudanças o senhor percebeu ao longo desses 34 anos?
Paulo – Há uns anos, a Assembleia não tinha tantas pautas. Por exemplo, não tinha TV, não tinha rádio e aumentou muito a demanda. A revista aumentou muito a demanda, a comunicação interna aumentou a nossa demanda. Todos os órgãos da Alece estão fazendo pautas e passando todas as pautas para a fotografia. Nós temos fotógrafos viajando em três cidades do interior fazendo pautas.
Por: Taynara Lima
[email protected]





